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Eternizando Elis Regina Imprimir
Escrito por Tomas Edson Silveira   
Quarta, 01 de Abril de 2009 - 00:00

elis

A capital dos gaúchos ganhou mais um ponto turístico. Foi inaugurada no dia 26 de março, próxima à Usina do Gasômetro, uma estátua da cantora Elis Regina. A obra, do artista plástico Jóas Pereira Passo, tem a estatura original da cantora, 1m65cm. Feita em bronze foi colocada sobre círculos de granito verde e preto, que lembram um disco de vinil. Sobre a rocha, foram pintadas 27 estrelas, que representam os 27 estados do país.

Ao lado da cantora existe um banco, para que os visitantes possam posar para fotografias. A escultura foi doada pela Companhia Zaffari à Prefeitura Municipal de Porto Alegre, que decidiu presentear a cidade. Assim, no dia em que a nossa cidade completou 237 anos, a estátua foi entregue aos portoalegrenses.

A escolha do local onde o monumento seria colocado rendeu muitas discussões, que se arrastaram por vários meses. Alguns apostaram na ideia de levar a homenagem para o bairro em que a homenageada viveu, Vila IAPI, bairro Passo D'Areia. O Gasômetro foi escolhido por ter mais segurança. Aparentemente, as câmeras e os guardas da Usina do Gasômetro pesaram na hora da escolha do local.

Nascida em 17 de março de 1945 em Porto Alegre, Elis Regina Carvalho Costa - a Pimentinha, como também era conhecida - viveu na Vila IAPI. Aos 11 anos de idade, se apresentava na Rádio Farroupilha, cantando. No ano de 1959, assinou seu primeiro contrato profissional, na Rádio Gaúcha, e no ano seguinte foi pra o Rio de Janeiro, onde gravou seu primeiro compacto, pela Continental. Entre idas e vindas da Capital para o resto do País, Elis foi. E continua sendo considerada, mesmo depois de sua morte, uma das cantoras mais consagradas da música popular brasileira.

Passados 27 anos de sua morte (em 19 de janeiro de 1982), Elis é homenageada por seus conterrâneos. Deixou uma brilhante obra na MPB. Em outra oportunidade a cantora também homenageou a capital, com a música Porto dos Casais:

 

É sempre bom lembrar coisas passadas
Rever os lampiões, os ancestrais,
Singrando o Guaíba apareceram,
Os velhos fundadores coloniais

Chegaram tão alegres,
Alegres por demais
Fundaram este porto dos casais

É Porto Alegre,
Antigo dos casais,
Saudade dos tempos que não vêm mais!
 
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