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Capa Memória Cultura Do lúdico ao sangrento: VI Fantaspoa na capital
Do lúdico ao sangrento: VI Fantaspoa na capital Imprimir
Escrito por Gisele Hirtz Perna e Matheus Pannebecker   
Sexta, 09 de Julho de 2010 - 12:18

fantaspoaA sexta edição do FANTASPOA, Festival Internacional de Cinema Fantástico, estreou na sexta-feira, dia 2 de julho, em Porto Alegre. São exibições de filmes em três diferentes salas de cinema da capital, com uma programação cheia de atrações. Criado por um grupo de amigos, membros do Clube de Cinema de Porto Alegre, em 2005, o FANTASPOA é um festival de cinema que divulga obras cinematográficas dentro dos gêneros, trash, horror, ficção cientifica e fantástico.

No início, foi apenas uma mostra de cinema com apresentação de 15 filmes durante o período de seis dias. Nessa ocasião, cerca de 800 pessoas marcaram presença nas salas de exibição. Já no segundo festival, o grande mestre do terror brasileiro, José Mogica Marins, o Zé do Caixão, foi homenageado, fazendo crescer ainda mais o publico cativo. Em 2007, o festival passa a se chamar Fantaspoa e, logo em 2008, começa a ser reconhecido em âmbito internacional, recebendo obras de toda a América Latina.

Com frequentadores fieis e amantes do gênero, é impossível ter uma sessão com a sala vazia. Nessa edição o festival, conta com a exibição em três locais: Cine Bancários, Sala PF Gastal (Usina do Gasômetro) e Santander Cultural. O Fantaspoa exibe 138 filmes divididos entre longas e curtas metragens e ainda possui uma mostra competitiva, que apresenta 37 filmes de 21 países. O evento terá, ainda, 14 sessões comentadas pelos próprios cineastas - dos quais 11 são convidados internacionais, como Eli Craig, de Tucker & Dale Enfrentam o Mal.

O homenageado deste ano é Luigi Cozzi, cineasta italiano conhecido no universo do cinema Cult e autor de obras como "Paganini Horror" e "Alien Contamination". Nessa homenagem, ele ganha a exibição de seus filmes Hércules e As Aventuras do Incrível Hércules. O espectador pode, também, participar das oficinas ministradas pelo jornalista Carlos Primati, "O Horror no Cinema Brasileiro" e "A Ficção Científica da Década de 1950". Cada curso possui um total de oito horas de duração.

joaopedrocsEm entrevista para o Universo IPA, o organizador do evento, João Pedro Fleck, fala como foi a formação do evento, os primeiros anos e promessas futuras.

Universo IPA - Como surgiu a idéia de fazer esse festival aqui em Porto Alegre?
João Pedro Fleck -
Estávamos em um festival de cinema na cidade de Montevidéu e pensamos como seria interessante se existisse um festival de cinema de porte semelhante em qualidade, que trouxesse, para a tela grande, filmes que normalmente não eram distribuídos no Brasil, ou caso fossem, eram lançados diretamente em DVD ou VHS. Também, conhecíamos festivais de porte, principalmente da Europa, como Sitges, Gerárdmer e Fantasporto e pensamos em criar um festival dedicado ao cinema de gênero fantástico, que tinha poucas obras lançadas no cinema no Brasil, principalmente quando se tratava de obras independentes e sem grandes nomes envolvidos.

Universo IPA - Como se dá a seleção de filmes para as mostras?
Fleck -
Recebemos filmes do mundo todo. Em 2010, tivemos mais de 800, entre curtas e longas e assistimos todos estes filmes para decidir quais serão exibidos no festival.

Universo IPA- Nas edições anteriores como foi a repercussão do evento na comunidade?
Fleck -
O festival tem sido cada vez mais bem recebido e esperamos que continue assim. O interesse do público e da mídia aumenta a cada ano.

Universo IPA -O Festival cresce a cada edição. Como tu destacas o empenho que ele agora necessita por parte de vocês, organizadores?
Fleck -
O empenho que dedicamos é cada vez maior. O festival de 2010 teve uma pré-produção de 11 meses, além de um alto capital investido por parte dos idealizadores do evento. Mas acreditamos que seja muito recompensador.

Universo IPA- Por que a escolha do gênero terror?
Fleck -
O festival não se dedica ao terror, mas ao cinema fantástico. Ele abrange o horror, a fantasia, a ficção-científica e o suspense. Escolhemos este leque pela riqueza de obras que raramente são lançadas aqui.

Universo IPA - Hoje, o FANTASPOA é o único festival nesse segmento do país e reconhecido na América Latina. Como vocês explicam esse sucesso e qual seriam as novas metas para as próximas edições?
Fleck -
Existem diversas metas para o futuro, mas preferimos não revelar por enquanto. O Fantaspoa não é o único festival dentro do País, existem festivais semelhantes, dois em São Paulo e um em Goiânia. Entretanto, em seis anos, nos tornamos o maior festival de gênero fantástico da América Latina e somos reconhecidos como tal, tanto na Améria Latina, como internacionalmente. Isso se deve, principalmente, a um grande cuidado na curadoria, assim como ao forte empenho de uma pequena equipe que tem objetivos em comum.

 


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