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Porto Alegre abre as portas para os quadrinhos Imprimir
Escrito por Letícia Pusti e Guilherme Not   
Segunda, 01 de Novembro de 2010 - 13:14

quadrinhosDe 28 a 30 de outubro, o Instituto Goethe de Porto Alegre movimentou jornalistas, cartunistas, quadrinistas, estudiosos nacionais e internacionais, além de apreciadores da arte no 1º Encontro Internacional de Jornalismo em Quadrinhos.

O primeiro dia contou com a presença do estudioso da linguagem em quadrinhos e professor Aristides Dutra, além de Felipe Muanis, doutor em Comunicação Social pela UFMG e professor na Universidade Fluminense. A história do jornalismo em quadrinhos e a questão: Entretenimento ou profundidade? foram, respectivamente, as bases das apresentações.

Impecável e com riqueza em material, Dutra soube guiar o público ao longo da história dos quadrinhos de cunho informativo incluindo seus elementos históricos que influenciaram esse estilo. Felipe Muanis levantou questões que mostraram como o público e os próprios jornalistas ainda encaram essa nova modalidade de se noticiar.

 

Spacca e quadrinistas alemães

Letícia Pusti

Na sexta-feira, dia 29, no segundo dia do Encontro Internacional de Jornalismo em Quadrinhos, o evento contou com a participação do cartunista Spacca e dos quadrinistas alemães Jens Harder e Atak (Hans Georg Barber), que apresentaram seus trabalhos e conceitos sobre esse novo método de noticiar.

Na mesa-redonda Quadrinhos: ficção ou não-ficção? Harder exibiu aos presentes uma série de imagens de trabalhos produzidos para revistas, além de ilustrações que compõem sua publicação que aborda a evolução. Atak expôs slides com alguns de seus trabalhos e revelou ter sido um cético em relação ao jornalismo quadrinhos (que na Alemanha é intitulada Graphic Novels), até ler a obra Área de Segurança: Gorazde, de Joe Sacco.

Em uma discussão, os artistas buscaram definir até que ponto os quadrinhos não afetam a realidade das informações. "Quando falamos em ficção e não ficção você não pode criar do nada, você precisa buscar na realidade", diz Atak.

Em relação à melhor maneira de se noticiar através dessa modalidade tendo em vista o pouco tempo para se desenhar, Harder diz "É preciso que os autores percam o respeito e peguem também temas difíceis". Essa citação torna-se clara se levarmos em conta as obras de Joe Sacco, referência para jornalistas que apreciam essa arte.

A forma com que a mídia o encara os quadrinhos, também foi abordada: "Há uma briga com a mídia para que o quadrinho não seja visto como algo banal", diz Atak.

Na palestra 'A informação na imagem', que contou com a exibição dos quadrinhos históricos, Spacca apresentou as formas de se contar a mesma história, representadas em uma tabela. O cartunista tratou também da relação entre texto e imagem; até que ponto é possível dramatizar uma imagem para que não seja necessária a utilização da escrita.

O twitter do evento (@EIJQ) disponibilizará, em breve, vídeos com as palestras para que possam ser assistidas.

 


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