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Um ano da Central do Samba Imprimir
Escrito por Leonardo Ferreira   
Sexta, 01 de Junho de 2007 - 00:00

central-sambaUma das mais populares rodas de samba de Porto Alegre comemora o seu primeiro ano de axé. É o Movimento Cultural Central do Samba que no domingo, dia 3 de junho, estará festejando a data com muito ritmo e uma programação especial no Centro Cultural Afrosul Odomodê. O presidente do Movimento, Mario Humberto Arruda, explica sobre os primeiros círculos de batuque do Movimento e um pouco sobre a história do samba.

Em junho de 2006, através da idéia surgida de um grupo de amigos, com o intuito de resgatar os autênticos ancestrais do samba popular brasileiro, surgiu a Central do Samba. O primeiro local de encontro dos sambistas era em frente a Praça Júlio Mesquita, no Centro de Porto Alegre, próximo a Usina do Gasômetro. O lugar era um tradicional "boteco" da região, marginalizada por causa da presença dos vários traficantes e prostitutas que circulavam no local. Aos poucos, começou a virar um ponto cultural do bairro. "Começamos com quinze pessoas freqüentando a roda, eram seis integrantes, mais os garçons e algumas namoradas", diz Arruda, que em seguida relata o recorde do grupo. "No Dia Nacional do Samba, (02/12/06) conseguimos aglomerar 400 pessoas!". A idéia começou a evoluir e além do resgate das tradições, ampliou o Movimento com novas parcerias. Foi feita uma parceria com o único grupo de maracatu do Rio Grande do Sul, o "Maracatu Trovão", que virou parceiro cultural do Movimento. Hoje, além do Maracatu Trovão, os encontros também acontecem com a "Nova Geração do Chorinho de Porto Alegre" e, futuramente, com grupos de capoeira.

No momento, o Centro Cultural Afrosul Odomodê é o atual local dos shows da Central do Samba. O Centro abriga o grupo desde o início de maio de 2007. A parceria musical dos movimentos amplia a possibilidade de novas propostas culturais. A pretensão do Movimento é o surgimento de um Centro de Culturas e Artes do Brasil. Além disso, as rodas musicais ocorrerão em um espaço coberto, protegendo o público do inverno gaúcho. Antes, as apresentações ocorriam a céu aberto. Entre os homenageados da Central, estão os gaúchos Túlio Piva, Lupicínio Rodrigues, Fernando Borel, Giba Giba e "Pára-Quédas" (outro compositor gaúcho). Fora do Rio Grande, os relembrados são Antonio Candeia Filho, Noel Rosa, Geraldo Pereira, Ataulfo Alves, Nei Lopes, Élton Medeiros, Wilson Moreira, Velha Guarda da Portela, além de muitos outros "monstros", segundo cita Arruda.

O evento, que ocorre neste domingo (03/06), está sendo planejado desde janeiro. "Vai rolar uma feijoada muito característica, que começará a ser preparada na sexta-feira!", conta Arruda. Após a feijoada, acontece a projeção do documentário "Partido Alto" de Leon Hirszman, com co-produção de Paulinho da Viola, participação de Antonio Candeia Filho, o "Mestre Candeia", e Nelson Cavaquinho. Além do vídeo, ocorrerá uma exposição de fotos da Central do Samba. Também, acontece uma mesa redonda com especialistas em samba e cultura brasileira. No final do bate-papo começa a tradicional roda de samba com atrações especiais.

Quando questionado sobre o que é o samba na definição de Arruda, ele profere: "O samba é o mensageiro popular que tem a capacidade de libertar através da informação cantada". O aniversário de um ano do Movimento Cultural Central do Samba acontece neste domingo, (03/06), a partir do meio-dia, no Centro Cultural Afrosul Odomodê, que fica na avenida Ipiranga, 3850.

 


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