10ª Modo Moda recebe Mariana Kalil, editora da revista Donna Imprimir
Escrito por Sabrina Dias   
Terça, 21 de Outubro de 2014 - 16:05

MarianaKalil02.0Aconteceu, na última quinta-feira (16/10), a 10ª edição do Modo Moda na Agência DEZ Comunicação, e um grupo de alunas do curso de Jornalismo do IPA participou do evento que reúne especialistas inovadores no mundo da moda. Nesta edição, a convidada foi a jornalista Mariana Kalil, que falou sobre sua experiência no mercado editorial e relatou as mudanças do caderno Donna, do qual é a editora. Mariana Kalil já trabalhou nas redações das revistas Época e IstoÉ Gente, e nos jornais O Estado de S. Paulo e Jornal do Brasil. Foi correspondente da BBC Brasil na Espanha - onde fez pós-graduação em roteiro, edição e direção de cinema, na Escuela Superior de Imagem y Diseño de Barcelona. A jornalista também é autora de dois livros: Peregrina de Araque e Vida Peregrina.


"As portas se abrem quando a gente está no caminho certo" - ressaltou Mariana Kalil, no início do bate-papo, sobre sua volta ao jornal Zero Hora, em 2008, como editora do Donna. Hoje todo o conteúdo passa pelos olhos da Mariana, que foi taxada por uma colega como "o DNA do Donna".
No último ano, o caderno Donna, encartado no jornal dominical Zero Hora, passou por reformulações e tornou-se uma revista presente no Rio Grande do Sul e Santa Catarina. Sem um posicionamento definido sobre quem era o leitor do Donna, o time, após discutir um dia inteiro, anunciou a novidade: "Assumimos o Donna como uma revista feminina. Uma revista que quer ser cúmplice da mulher, sem ditar regras: a gente sugere" – conta Mariana Kalil.

Entre as mudanças efetuadas estão a capa do antigo caderno Donna, agora em papel couché, e a criação de uma plataforma digital, onde o site 'conversa com a revista'. Hoje o Donna é o site feminino mais visitado no Rio Grande do Sul, atrás apenas da revista Capricho. Com um público mais jovem, entre 20 e 30 anos, presente nas plataformas digitais, e outro mais maduro, e preso ao papel, de 35 a 60 anos, a revista hoje sabe com quem interage e para quem escreve. Em ambas plataformas, a linguagem se aproxima da leitora, que ainda é refém do impresso: "O papel vai acabar e a gente tem que trazer essas mulheres para a plataforma digital" – ressalta Mariana.

"Não queremos editoriais em que a mulher do Donna não entenda, queremos ajudá-la a se vestir, a entender o seu corpo e o seu estilo. Sempre trago a minha visão normal, que se vestir tem que ser agradável, sem ser um desfile de moda. É uma mulher comum, que tem culote, que não é refém de tendências" – diz Mariana.
Mariana também relatou a expansão da área de marketing na revista Donna, bem como os cuidados para que não haja confusão entre o editorial e o comercial. Sobre o licenciamentos dos produtos com a marca 'Donna You', a editora explicou que o investimento foi alto, e que os resultados ainda não contemplam as expectativas: "A receita é boa, mas ainda não é a que se esperava".

Quando questionada pela aluna de Jornalismo do IPA, Rosângela Ludke, em como se sente sendo o DNA do Donna, pensativa Mariana responde: "Ás vezes eu nem me sinto (risos), Quando falam isso me soa estranho, na verdade eu sou a Mariana. Talvez confundam porque eu comecei no 1º número do Donna, apesar de eu ter saído e voltado, a essência dele não mudou, é assustador"

 


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