Marcelo Rech palestra para estagiários do Jornalismo na Operação Laçador Imprimir
Escrito por Luiz Antunes   
Terça, 24 de Setembro de 2013 - 18:06

Marcelo Recha na palestra do ECAMO jornalista Marcelo Rech, diretor-executivo de Jornalismo do Grupo RBS, profissional que agrega ao seu currículo coberturas de guerra e uma proximidade com o Comando Militar do Sul, relatou suas experiências na área e destacou a importância do curso promovido pelo Estágio de Correspondente de Assuntos Militares (ECAM). Rech também fez referências à falta de profissionais qualificados para coberturas jornalísticas na área militar, ainda pouco explorada pelos próprios profissionais. O encontrou aconteceu no contexto da Operação Laçador, que simula situações de guerra.

A atuação de grandes profissionais como William Russell, considerado o primeiro correspondente de guerra da história da profissão, ganhou ênfase do palestrante quando o tema foi a trajetória do jornalismo de conflito. E desafiou os jornalistas afazerem coberturas na área de guerra. "Não está fazendo nada? Vá para a Síria! Ninguém está cobrindo de perto o local. Com 1500 dólares você vai até lá, com um simples Iphone você registra e tendo o um pouco de coragem, você vai gerar informação".

Segundo Rech, os blogs, Twitter, Facebook e outras redes estão concorrendo com os s grandes jornais. Segundo o palestrante, o YouTube, com vídeos independentes dos conflitos na Síria e no Egito, impressionam mais o mundo do que simples matérias com muita informação e pouca imagem. E disparou: "Deixou para trás até a cobertura da Síria feita pelo The New York Times".

Ao comentar sobre a atual situação da Síria, o palestrante instaurou um debate na platéia. Através da sua experiência nas coberturas internacionais, Rech acredita que os Estados Unidos não deveriam intervir e sim a ONU. "Os Estados Unidos não tem nada haver. Mas não agir é um pensamento covarde, afinal crianças estão sendo mortas. Se a ONU não intervier haverá consequências maiores".

Na seqüência, o jornalista explicou algumas diferenças que percebeu entre o Exército Brasileiro e as forças americanas. "Os americanos investem muito em publicidade para o seu exército. Isso os torna fortes. E o nível de seriedade deles é invejável. O Brasil é um país mais alegre, mas que não investe nas forças, com pouca publicidade".

Encerrou a apresentação exaltando o Exército Brasileiro no país, através das suas próprias vivências. "Sou filho de militar, ex-aluno de Colégio Militar e queria ter seguido carreira na Marinha. Viajei com eles para Antártida, nos anos 80, e gostei muito do ambiente, mas fiquei no jornalismo"!

 


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