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Simulação auxilia civis resgatados em zonas de combate Imprimir
Escrito por Gabriel Guidotti   
Terça, 24 de Setembro de 2013 - 22:41

exer20Em Nova Santa Rita, no 3º Batalhão de Suprimentos, os estudantes do Estágio de Correspondente de Assuntos Militares (ECAM) presenciaram uma simulação de remoção de civis situados em zonas de conflito. A atividade, ocorrida na segunda-feira (23), faz parte da Operação Laçador, iniciativa do Exército que busca exercitar procedimentos de guerra. Os acadêmicos foram acompanhados pelo Coronel Costa Neto, a tenente Luciane Ramos e pela Sargento Camila Granetto.

Logo na entrada do Batalhão, o coronel Marcelo Santiago, comandante da simulação, recebeu os estudantes e explicou os detalhes do exercício. Para justificar a iniciativa, ele destacou os acordos internacionais de guerra, lembrando instrumentos normativos que protegem a vida humana. “Pelas diretrizes negociadas entre nações, um país tem a obrigação de retirar indivíduos de zonas de combate”, assinala.

O processo de acomodação começa com a triagem, onde as vítimas do conflito são entrevistadas e classificadas conforme seus dados pessoais. Após, recebem acesso aos serviços básicos que a guerra lhes tomou, como atendimento médico geral, alimentação, higiene, além de palestras de segurança pessoal. Nos alojamentos, o critério de divisão utilizado pelos militares é familiar, considerando a fragilidade que se encontram os indivíduos evacuados. “Pelas condições que chegam, tentamos aproximá-los das pessoas da família. Em um caso de guerra real, o psicológico é o elemento que mais pesa”, conclui o coronel.

Em uma simulação como esta, uma grande equipe precisa ser mobilizada, pois o volume de pessoas resgatadas pode bater a casa dos milhares. Nesse contexto, o coronel Costa Neto destaca o trabalho conjunto realizado entre exército e sociedade civil. Segundo ele, para se ter sucesso em uma operação militar, é preciso envolver um número grande de pessoas da sociedade, assim como buscar o apoio de todos os ministérios. “O exército não trabalha sozinho”, ressalta.

No caso da Operação Laçador, os escolhidos para representar os resgatados do conflito foram pessoas carentes da região de Nova Santa Rita, sendo que o exército comunicou a população antecipadamente sobre a ocorrência do treinamento. Desse modo, uma simulação das Forças Armadas ganhou um aspecto filantrópico ao ajudar indivíduos em circunstância de vulnerabilidade social.

 


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