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MV BILL relata experiências e mostra esperança num mundo melhor Imprimir
Escrito por Anselmo Cunha e Matheus Pannebecker. Fotos de Tainara Becker   
Quinta, 31 de Março de 2011 - 17:49

mv-billNa noite de quarta-feira (30/03), o rapper e ativista social MV Bill esteve no Centro Universitário Metodista, do IPA, para ministrar uma palestra sobre "Juventude, Violência e Discriminação". A comunidade acadêmica prestigiou o evento ao lotar o auditório Oscar Machado e demonstrar atenção e entusiasmo com a presença do convidado.

Mediada pelo professor Marcos Rolim, a "troca de ideias", como o músico prefere chamar, durou pouco mais de uma hora, tempo que o rapper aproveitou para debater assuntos polêmicos como violência doméstica, o poder do voto, os crimes cometidos por policiais e alguns dos fatos que marcaram sua trajetória de vida.

O criador da Central Única das Favelas (Cufa) destacou a importância da música na sua vida. "Na minha época, o rap era uma força política, um instrumento revolucionário. Ele sempre me mostrou novas possibilidades e, sem dúvida, teve papel fundamental na minha trajetória".

MV Bill ainda comentou sobre as outras vindas a Porto Alegre, dizendo que aqui a situação não é muito diferente da que vemos no Rio. "Tive a oportunidade de também conhecer a Restinga, uma parte da cidade que eu nunca tinha ouvido falar. Lá encontrei alguns dos problemas que também existem no Rio de Janeiro, como as drogas", relatou o rapper. Mas o músico também relatou aspectos positivos que encontrou aqui, como as iniciativas de combate ao crack.

Ao emitir algumas críticas em relação à parcela da população que ainda se mostra desatenta e alheia aos problemas relacionados à violência e discriminação, MV Bill mostrou-se otimista com o futuro. "Temos muitas pessoas interessadas. Isso é uma coisa nova, mas estamos construindo tudo de forma unida".

O documentário "Falcão – Meninos do Tráfico", premiado internacionalmente, onde o ativista social atuou como produtor, também foi comentado na palestra. Segundo MV Bill, os jovens que aparecem nas filmagens, "armados e com cara de mau", eram diferentes do que se via quando as câmeras eram desligadas; eles deixavam as armas de lado e conversavam sobre coisas do cotidiano, como futebol, samba e diversão. "Ao desligar as câmeras, a máscara do tráfico caía", explicou o palestrante.

Na semana em que o IPA comemora 88 anos, o maior presente foi a esperançosa mensagem do convidado, que acredita nas ações coletivas para o enfrentamento das desigualdades e vislumbra um mundo de paz, decorrente da conscientização, informação e união de todos.

 


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