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A beleza da xilogravura na Bienal Imprimir
Escrito por Cissa Madalozzo   
Terça, 03 de Novembro de 2009 - 13:33

xilo

Oficina e exposição de xilogravuras tornam a Bienal do Mercosul ainda mais interessante. O artista Marcelo Monteiro ministra a oficina de xilogravura para professores, organizada pela Bienal. São quatro encontros no Museu do Trabalho onde os inscritos têm a oportunidade de aprofundar esta técnica extremamente artesanal, que exige paciência e prática. A artista plástica Carla Trautmann participou de sua primeira oficina de xilogravura para aperfeiçoar a técnica. “Durante a faculdade tive pouco contato com este método, mas mantive a vontade de realmente aprender a fazer”, conta.

O processo de criar este tipo de gravura utiliza a madeira como matéria-prima. A goiva (instrumento cortante) é a ferramenta usada para dar a forma desejada. O segundo passo é colocar a tinta tipográfica na matriz, para isso é usado um rolo específico, depois é só passar o desenho para o papel. É onde entra o prensador ou uma colher de pau. Assim, a gravura é desenhada num processo arcaico e similar a um carimbo, preservando sua essência desde a descoberta no século oito. A popularização da xilogravura no Brasil traz o marco das gravuras na literatura de cordel, comum no nordeste, uma vez que no Rio Grande do Sul a composição é “mais tradicionalista, com o estilo europeu”, explicou Monteiro.

Parece difícil entender a complexidade do processo de criação desta arte, mas o resultado pode ser apreciado na Bienal, que privilegia os espectadores com uma obra de 18 metros de extensão, toda feita em gravuras xilográficas, do artista cearense Francisco de Almeida, intitulada "O Dia e Noite". A obra traz uma narrativa de estações e figuras imaginárias. A exposição faz parte da Mostra do Absurdo, que está no Cais do Porto, armazém A3.

 


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