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PEC do diploma de jornalismo é aprovada em primeiro turno no senado Imprimir
Escrito por Anselmo Cunha e Nicolas Andrade   
Sexta, 02 de Dezembro de 2011 - 17:12
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Na última quarta-feira (30/11) foi aprovada no Senado Federal a PEC (Proposta de Emenda à Constituição) que exige a volta da obrigatoriedade do diploma para exercer a profissão de jornalista. Com 65 votos a favor e sete contra, a proposta foi ratificada em primeiro turno e agora segue para segundo turno de votação, que terá data marcada após reunião entre os lideres dos partidos e o presidente do senado, José Sarney.

Proposta pelo Senador Antônio Carlos Valadares (PSB-SE), a emenda de número 33, do ano de 2009, propõe que o exercício da profissão de jornalista seja "privativo do portador de diploma de curso superior de comunicação social, com habilitação em jornalismo, expedido por curso reconhecido pelo Ministério da Educação", de acordo com seu texto original.

Grande crítico da PEC, que votou contra sua aprovação na última quarta-feira, o senador Fernando Collor de Mello (PTB-AL) apresentou em plenário seu desagrado com a aprovação. "Eles não aprendem na universidade aquilo que, nós, outros jornalistas, que não tivemos de passar por esses bancos universitários para exerceremos livremente a nossa profissão, aprendemos no dia a dia e na labuta das redações", disse o senador.

Já o senador Wellington Dias (PT-PI) ressaltou a importância que essa obrigatoriedade deve gerar para o futuro da profissão . "Qualquer profissional, tratando da sua profissão pode expressar-se em qualquer lugar. Estamos falando do exercício da profissão de jornalismo. Isso é outra coisa completamente diferente. Se temos universidades, faculdades, que não tínhamos no passado, hoje, precisamos valorizar, sim, a profissão do jornalista" completou o senador.

No Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Rio Grande do Sul a votação foi recebida como uma conquista para a classe. "É uma vitoria de todos os estudantes de jornalismo e jornalistas", comenta o diretor do sindicato, Robinson Estrásulas. Para ele, a volta da exigência do diploma é importante, pois valoriza a educação do profissional de comunicação.

Em se tratando de educação, as universidades têm muito a ganhar com a volta da obrigatoriedade para exercer a profissão de jornalista. Porém, o professor de jornalismo do IPA, Militão Ricardo, destaca que as grandes empresas de comunicação continuaram a dar preferência para jornalistas com formação universitária. "O diploma continuou valendo, e valendo muito. Ele é a comprovação de que aquela pessoa tem uma formação universitária, uma formação de qualidade", explica.

A aprovação também foi recebida com alegria por estudantes de jornalismo. Segundo o aluno do segundo semestre, Fredo Tarasuk, a emenda valoriza o esforço de quem procura um ensino superior. "Acho importante pra valorizar o jornalismo em si. Hoje em dia qualquer um pode publicar algo na internet dizendo que é noticia, e na faculdade aprendemos que não é bem por aí", disse o aluno.

Mas nem todos aprovaram a iniciativa. O estudante do segundo semestre Bruno Moura acha que a discussão é vazia. "Acho importante no sentido de valorizar o profissional da comunicação, mas também considero essa briga uma perda de tempo. Creio que o profissional bom mereça trabalhar independente de ter ou não o diploma", completou o estudante.

 


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