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Concurso da Agroindústria Familiar estimula produtores Imprimir
Escrito por Moisés Machado. Foto: bruno biguá   
Terça, 02 de Setembro de 2014 - 12:13

agro-01 Credibilidade e, consequentemente, aumento nas vendas, é unanimidade entre os vencedores,  quando questionados sobre a importância do Concurso de Produtos da Agroindústria Familiar, promovido pela EMATER, com apoio da Secretaria de Desenvolvimento Rural, Pesca e Cooperativismo.

Em sua terceira edição, o concurso inclui oito categorias: salame italiano, queijo, vinho labrusca (feito com uvas de origem americana, normalmente utilizada para consumo in natura) vinhos com uvas viníferas, suco de uva, mel, cachaça prata e pela primeira vez haverá o julgamento da cachaça envelhecida.

Quando iniciou, em 2012, a seleção era feita apenas com o salame italiano e, ano a ano, novos produtos foram  postos à prova. Aliás, no que se refere a salame, o concurso não tem precedentes. “É o único concurso que avalia salames no Brasil”, destaca o diretor do Departamento de Agroindústria Familiar, Comercialização e Abastecimento (Daca), Ricardo Fristch, que complementa: “Prezamos por uma produção de qualidade. E os produtores que não atingem uma nota satisfatória são notificados”.

Fristch, que também dirige a Secretaria de Desenvolvimento Rural, Pesca e Cooperativismo (DSR), informa que, desde 2012, a DSR vem investindo em qualificação, através do programa “Sabor Gaúcho”, promovido pela EMATER. Com nove centros de capacitação distribuídos por todas as regiões do Estado, já preparou mais de 580 produtores nos cursos de gestão, processamento e boas práticas, oferecido sem custo. Ao todo são 2250 produtores cadastrados, e grande parte deles ainda deve passar por qualificação. O setor vem crescendo na Expointer. Esse ano, em dois dias foram mais de R$400mil comercializados em 200 estandes, 23 a mais que no ano passado.

A certificação de vencedor traz resultados positivos aos ganhadores, como é o caso de Paulo Glanzel, de Cacequi (RS), produtor do “Mel do Vô Willy” e vencedor da categoria do mel, em 2013. “A credibilidade mudou, da água para o vinho, após vencer o concurso. E por consequência as vendas também”.

O concurso tem rígidos padrões. Os jurados, normalmente doutores, mestres e universitários,  indicados graças a uma parceria com a UFRGS, julgam em cada categoria, os critérios de cada produto. No caso do salame, são aspectos importantes: aparência geral, consistência, aroma, cor e sabor. Tais critérios, foram atendidos com supremacia em 2013, pela ‘Embutidos Agnolin’, de Silvania Agnolin. “É muito gratificante, trabalhamos muito por isso. Investimos e nos qualificamos. Com a vitória há um acréscimo de credibilidade ao produto, que puxa as vendas”, destaca com sotaque carregado da região serrana do Rio Grande do Sul, a sorridente moradora de Nova Bassano.

Os resultados do concurso desse ano serão conhecidos, na quarta-feira, às 15h, quando acontece a abertura oficial do Pavilhão da Agricultura Familiar.

 


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