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Presidente Dilma visita 37ª Expointer Imprimir
Escrito por Moisés Machado   
Sábado, 06 de Setembro de 2014 - 16:41

DilmaA presidente e candidata à reeleição Dilma Rousseff (PT)cumpriu uma agenda mista, em sua visita à 37º Expointer, na manhã de sexta-feira (05/09), por ocasião da abertura oficial do evento.  A cerimônia contou com a presença de várias autoridades, como o ministro do Desenvolvimento Agrário Miguel Rosseto, governador Tarso Genro, secretário da Agricultura Cláudio Fioreze, prefeito de Esteio Gilmar Rinaldi, e presidentes de federações e associações, além de representantes de consulados.

Próximo ao local onde se encontrava a presidente, um grupo de manifestantes entoava "Dilma a culpa é tua, o trabalhador está na rua". Tratava-se de trabalhadores do judiciário que reivindicavam reajuste salarial. "Estamos em greve desde o dia 14, e há 8 anos não temos reajuste. Queremos negociação e estamos aqui para cobrar ou vamos radicalizar na greve. Solicitamos uma interlocução com ela e nos foi oferecido o ministro do Desenvolvimento Agrário para conversar. Queremos uma negociação efetiva e direta, com a presidente, não com ministro", relata Ruy Almeida, coordenador do Sindicato dos Trabalhadores do Judiciário Federal (Sintrajufe).

No lado oposto ao das vaias e apitos estavam os "Dilmistas" rechaçavam com "Dilma Guerreira, mulher brasileira" e aplaudiam com entusiasmo a chefe maior da nação. E assim, entre vaias e aplausos, os presentes ouviram os discursos de presidentes de associações e federações, do prefeito de Esteio, Gilmar Rinaldi, que citou os investimentos feitos pelo governo federal, como a rodovia do parque. "A rodovia não trouxe apenas mobilidade e novo acesso ao parque, trouxe também novos empreendimentos para aquela região, gerando renda", frisou.

Por sua vez, o governador Tarso Genro destacou que nem sempre pode resolver a todos os problemas. "É absolutamente natural que haja pendências, e estas, que se expressam no cotidiano da ação pública, evidentemente tem algum traçado um pouco mais forte em momentos eleitorais como o que estamos vivendo".

O pronunciamento da presidente: avanços na agricultura, linhas de crédito, ABC e Código Florestal

Na sequência, iniciou o pronunciamento mais esperado por todos, o da presidente Dilma Roussef, que saudou os presentes e demonstrou alegria em mais uma vez estar presente na Expointer. Durante o discurso, fez referências aos avanços na agropecuária que estão sendo anunciados na feira, na área genética, novas tecnologias em manejo e produção, maquinários e equipamentos.

Dilma enalteceu o crescimentos da agricultura ,cuja expectativa é produzir 200 milhões de toneladas de grãos. "Isso vem crescendo sistematicamente, mesmo quando a área plantada não cresce como a quantidade produzida. Isso é produtividade na veia. E na pecuária tivemos essa mesma produtividade, graças ao avanço na área de melhoramento genético, controle de doenças, pastagens melhoradas e avanço tecnológicos, mas, sobretudo, pela dedicação dos nossos pecuaristas e a qualidade do nosso rebanho."

A presidente também destacou as novas linhas de crédito para aquisição de animais. "Reafirmo aqui nosso compromisso que é assegurar os recursos necessários para agropecuária brasileira. Nesta safra nós estamos destinando, R$180 bilhões para crédito dos pequenos, médios e grandes produtores, e destes, R$156 bilhões se destinam à agropecuária e R$24 bilhões para a agricultura". E garantiu o compromisso de mais crédito, caso seja necessário.

"No agronegócio, 85% do montante são com juros subsidiados, ou seja, R$132,7 bilhões. Assim deve-se destacar que quase todas as linhas para financiamento do agronegócio têm juros reais negativos", explanou a presidente, que também inclui nesta política econômica a agricultura familiar.
Dilma ainda ressaltou os investimentos em áreas como a do milho, trigo, feijão, algodão e leite, financiados pelo Programa Nacional de Apoio ao Médio Produtor Rural (Pronamp), frisando que a obrigação do governo é criar as condições ao agricultor para que o estado brasileiro aja no sentido de garantir um resultado compatível com o esforço que eles fazem para gerar alimentos, renda e crescimento ao Brasil.

Com relação ao plano de Agricultura de Baixo Carbono (ABC), onde houve aumentos de 1 para 2 milhões por beneficiário, Dilma entende que "podemos ser produtivos e ao mesmo tempo respeitar o meio ambiente". Ela também mencionou o novo Código Florestal aprovado no senado, o Cadastro Ambiental Rural (CAR) e anunciou o aumento da ferrovia norte sul, que deve ligar Palma (TO) ao Porto de Rio Grande.

Selfies

SelfieConcluído o cerimonial, em um carrinho elétrico, a presidente percorreu as vias do Parque Estadual de Exposições Assis Brasil. Dezenas de seguranças, entre policiais federais, civis e terceirizados, se deram as mãos, tentando fazer um cordão humano para barrar o avanço da massa que gritava: "Dilma, Dilma, Dilma." Ela acenou para os visitantes, sorriu, tomou suco de abacaxi, tirou selfies para desespero dos seguranças. No Pavilhão da Agricultura Familiar, ela desceu, visitou estandes, provou queijos, salames, elogiou a produção e, carregada de presentes da feira, embarcou novamente no carrinho rumo à coletiva de imprensa.

Coletiva de Imprensa

Dilma coletiva_-_FábioApós o cerimonial, a imprensa foi recebida para uma breve entrevista coletiva, onde Dilma proferiu algumas palavras em um tom mais eleitoreiro, riu, brincou e foi muito simpática com os presentes.

Na entrevista, ela pediu desculpas por estar sem voz, reafirmou o que já havia dito no cerimonial em relação a investimentos e programas do governo ligados a agricultura e pecuária. Destacou que há quem critique os subsídios para o setor produtivo.
Elogiou a feira e brincou. "Eu sou uma velha, velha nos dois sentidos, velha de idade e velha visitante da Expointer", arrancando algumas gargalhadas dos jornalistas presentes.

A presidente disse que responderia apenas duas perguntas. A primeira foi sobre inflação. "Como diria o Machado de Assis, em O Alienista, me criticam por ter o cachorro e por não ter o cachorro", respondeu. Na sequência, lembrou os que acusam o governo de deixar a inflação fugir do centro da meta. E também quem afirma que há manipulação de preços. Fez uma longa explanação e, por fim, se despediu. Mas os jornalistas protestaram, alegando que ela havia falado em duas perguntas. Então, Dilma rebateu "Estou sem voz, daqui a pouco vai sair um miado". Sorridente foi embora.

Apreensão de credenciais

Houve um credenciamento prévio para jornalistas que quisessem participar da coletiva da Presidente. A credencial com as palavras "Dilma presidenta" e o número 13, do PT, além de uma tarja com a palavra "imprensa" e espaço para escrever o nome do jornalista portador da credencial, foi recolhida pela Justiça Eleitoral do Rio Grande do Sul, por entender que houve prática de propaganda irregular em local público.

E o mandado expedido pela Justiça Eleitoral do Estado relata: "Trata-se de representação formulada pela Coligação Muda Brasil alegando a prática de propaganda irregular pela representada, a qual estaria credenciando a imprensa para a entrada do Parque de Exposições Assis Brasil, bem considerado de uso público pela Legislação Eleitoral, uma vez que constaria sua propaganda no(s) crachá(s). Requereu a fiscalização e apreensão do(s) crachá(s), com envio ao TSE".

A representação foi formulada pela Coligação Muda Brasil, do candidato Aécio Neves (PSDB). De posse da credencial, a juíza Cristina Nosari Garcia deve definir na próxima segunda feira a possível punição à coligação do PT. A campanha de Dilma foi a única que distribuiu credenciais próprias para serem usadas pelos jornalistas, junto com a credencial oficial da feira, fornecida pela equipe de comunicação da Expointer.

 


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