Cavalo x moto Imprimir
Escrito por Fábio Gonçalves   
Terça, 01 de Setembro de 2015 - 00:56

cavalo x moto

Na tarde deste sábado (29/08), adrenalina e nervos à "flor da pele", foi a tônica da série de disputas entre cavalo e moto, na 38ª edição da Expointer, em Esteio. Em um percurso próprio para o animal da raça Mangalarga, os pilotos de MotoCross, da equipe Schneider Motos, desafiaram os equinos até a última baliza do circuito. O tira-teima levantou poeira na pista. E os visitantes, que lá estavam, foram ao delírio com o duelo.

Numa sequência de 19 disputas, os espectadores do evento torceram, gritaram e vibraram pelos cavalos. A cada vez que a moto chegava primeiro, a platéia frustrava-se pelo resultado. Mas quando o cavalo despontava a última baliza e tomava a frente da disputa, as pessoas se inflamavam em um frenesi empolgante e explodiam de satisfação com o corcel vencedor. E no final, a raça Mangalarga venceu por dez a nove contra os motoqueiros.

A iniciativa do evento esportivo de animal versus máquina,surgiu de um papo de bar entre amigos, há dez anos. O presidente do Núcleo de Criadores da Raça Mangalarga do RS e médico veterinário, Hugo Farias, de 63 anos, comenta sobre a motivação em realizar o evento: “A quantidade de gente que vem prestigiar é bem grande e é de todo lugar. Tanto, que a prova já foi copiada até em São Paulo”.

O experiente treinador de cavalos Fernando dos Santos, de 34 anos, participa do evento desde a primeira edição e descreve seu sentimento quando está na pista: “Não tem explicação, mas só uma palavra descreve este momento, adrenalina”. O jovem motociclista Fernando Ocsman, de 21 anos, reitera a opinião do seu adversário de competição: “cara, a competição gera uma adrenalina, a torcida “secando” arrepia”.

Além de divertir a platéia, o evento divulga a linhagem animal para todos os visitantes da Expointer. Outro objetivo da competição é a difusão das qualidades do animal para criadores de outras raças.

O Mangalarga é fruto de uma miscigenação de raças européias trazidas para o Brasil. Portanto, a raça é verdadeiramente brasileira. Seus equinos servem, basicamente, para o lazer, esporte e o trabalho no campo. Mas destacam-se no andamento de marcha troteada, que além de proporcionar conforto para quem monta o animal, expressa toda beleza e elegância do andar do Mangalarga.

 


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