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Capa Memória Coberturas Especiais Expointer As flores dão charme, perfume e colorido à Expointer
As flores dão charme, perfume e colorido à Expointer Imprimir
Escrito por Carlos Romão   
Quinta, 03 de Setembro de 2015 - 12:16

 MG 5862

Não é apenas o cheiro dos animais, o pó da mangueira ou o aço dos maquinários reluzindo que predominam na 38ª Expointer. Quem se aproxima do Pavilhão 10 percebe de longe o aroma das flores que inundam o ambiente.


Com cerca de 20 produtores, a Associação Rio Grandense de Floricultura (Alflori) se mostra firme na área com diversos estandes, onde é possível encontrar, desde belas orquídeas em todas as suas nuances, ao maior produtor de cactos do Estado situado em Imigrante, além da Rosa do Deserto que já é sensação na feira há mais de três anos.

Segundo Laerte Correa Silva, um dos diretores da ALFLORI, embora o clima seja de instabilidade econômica, a expectativa é positiva em relação a números. "A dita crise não tem sido sentida pelos produtores, pois há um grande volume de produção. No entanto somente ao final da feira os números poderão ser medidos e comparados ao ano anterior", disse. Ele também lembrou as diferenças de público que frequentam o Parque Assis Brasil. “A cada dia é um público diferente que vem aqui. Sábado foi um pessoal mais da região de Esteio, ontem, da Região Metropolitana, e a partir de quarta e quinta- feira, virão os agricultores”. E conclui: "Isso faz com que o produto chegue a todos os públicos".

Diante das mais belas flores e estufas que exalam aromas, os produtores lamentam o espaço reduzido e os altos valores para expor os seus produtos. Os maiores produtores presentes são das cidades de Ivoti, Nova Petrópolis, São José do Hortêncio e Dois irmãos.

Rosa do deserto: uma das flores mais comercializadas.

Originária do leste da África, a rosa do deserto, Ademium obesum, já esteve quase em extinção, mas os tailandeses se especializaram e hoje dominam o seu cultivo. Um dos seus produtores, José da Silva, 42 anos, explica que ela prefere um solo mais arenoso e com boa drenagem para se desenvolver. E para brotar, desde a germinação da semente até a floração, leva em media um ano e meio. "São comercializadas com mais de 100 cores diferentes. Mas quando se planta, não se sabe que cor sairá a rosa, pois são feitas polinizações e cruzamentos de cores diferentes. Você aproxima, mas não com uma certa exatidão", afirma José da Silva, que está há quatro anos comercializando flores na Expointer.

De acordo com o produtor, a planta, tem uma boa aceitação do público, pois hoje está muito popular na internet. Se estiver em local adequado, ela não oferece dificuldade de cultivo. Ela necessita de sol, como em áreas abertas, sacadas, locais que tenham telhado de um jardim de inverno, tipo pergolado, com cobertura de vidro. Deve ser regada uma vez a cada sete dias no verão e a cada 15dias no inverno. As florações iniciam em setembro e vão ficar florindo até final de maio. Não florescem no inverno, pois tendem a entrar em dormência. José da Silva juntamente com Moisés de Borba Ribeiro, proprietário e produtor, cultivam a planta em Mato Leitão, próximo de Venâncio Aires e Lajeado, região do Vale do Taquari, a 130km de Porto Alegre.

Orquídeas, cactos e samambaias têm muita procura

A produtora de flores Giordana Penha, 27 anos, conta que esta é a quinta Expointer que participa. Entretanto o estande é compartilhado há mais de dez anos com o produtor Luis Avani, que trabalha com flores de frio e calor, na região de Canoas. Segundo Giordana, apesar da adversidade econômica, o movimento dos consumidores está na média. As espécies de orquídeas Phalaenopsis, Cymbidium e Dendrobium são as mais comercializadas em seu estande.

Vinda de Passo do Sobrado, a produtora Dulce Dupon, que trabalha principalmente com samambaias, mas que também cultiva orquídeas, cactos e plantas ornamentais, revela que uma samambaia demora em média quatro meses para estar pronta para a venda, enquanto os cactos percorrem longos três anos.

Do outro lado do balcão, Edi Muto, 50 anos, veio de Montenegro para comprar, pois trabalha com plantas e sempre encontra novidades no Pavilhão 10. Segundo Edi, compensa comprar na Expointer, por ser mais barato do que em outros locais. E quando questionada sobre as plantas de sua preferência, a compradora apontou para os cactos e suas inúmeras variedades.

De todos os ângulos do pavilhão, é possível apreciar diferentes tipos de plantas ornamentais e flores. Vale a pena conferir as variedades!

 


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