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O lado artesanal da Expointer Imprimir
Escrito por Matheus Pannebecker e Uriel Gonçalves   
Sábado, 04 de Setembro de 2010 - 16:43

artesanato-01Quem acha que a Expointer é só para quem gosta de ver os caprinos, suínos, ovinos bovinos e equinos, se engana. O Parque de Exposições Assis Brasil oferece muitas atrações, e entre elas estão os artesões e seus trabalhos diferenciados que atraem um grande número de visitantes.

O Pavilhão de Produtos e Artesanato está localizado na quadra 23, próximo do Pavilhão Internacional. Lá é possível observar e admirar uma grande diversidade de trabalhos artesanais. "Tudo aqui é muito lindo. Esse trabalho com escamas de peixe é muito interessante", admira Vani Gallatto, uma das frequentadoras do pavilhão, em frente ao estande de número 17.

O trabalho que a visitante admira é da artesã Tânia Pereira, 62 anos. Apesar do pai ter sido desenhista naval e o irmão artista plástico, Tânia só começou a trabalhar com escamas de peixe e conchas, há apenas cinco anos. Ela ministra cursos e se empenha cada vez mais para estimular o reaproveitamento do material oriundo do mar. "A minha luta é fazer com que as pessoas notem mais as escamas dos peixes e vejam que tudo se aproveita, e não apenas a carne do peixe", afirma Tânia. A primeira vez que ela produziu uma 'mini-escultura' foi com as escamas de uma corvina. "Fiz 55 florzinhas e vendi cada uma por R$ 1,00, enquanto meu irmão vendeu a carne por apenas R$ 10,00". Hoje a artesã compra a matéria prima no Mercado Público de Porto Alegre onde existem escamas de vários tipos de peixes.

Nos cursos em que ministra, a artista ensina a lavar e também tingir as escamas, além de oferecer dicas de onde comprar e como fazer as esculturas. Mas, avisa, "não é necessário nenhum aprendizado anterior, é um curso para todas as idades. Só é preciso ter vontade". Tânia planeja dar início a uma nova coleção onde pretende misturar as escamas de peixe à sucata. A artesã pode ser encontrada no estande 17, do Pavilhão do Artesanato, durante a Expointer, e na Praça Andira, em Capão da Canoa, a partir do dia 15 de dezembro, onde permanece até o final da temporada de veraneio.

Outro artesão que também se destaca no pavilhão é Jairo Teixeira, ele produz os 'emaranhados', arames que, quando moldados, assumem diversas formas, como bailarinas, aranhas e cavalos. A ideia do artesão surgiu quando ele trabalhava testando materiais com arames. "Um dia resolvi dar formas em terceira dimensão a esses materiais e o resultado foi esse", explica.

Jairo, que também expõe sua arte no Brique da Redenção, ressalta que a maior dificuldade do artesão é encontrar espaço para divulgar o seu trabalho. Quanto à produção, ele estima que cada peça leve de 15 minutos a duas horas para ficar pronta. O seu produto de maior procura é o móbile, mas Jairo já tem planos para diversificar a sua produção, e um deles é adicionar novos materiais aos arames, como madeira e pedra.

Durante a visita é possível ver outros estandes e barracas também curiosos, como as esculturas feitas com papel, as pinturas com agulha, além de facas artesanais, desenhos em ferro e bijuterias feitas de osso, conhecidas como 'biojoias'.

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