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A cultura pop japonesa na Feira do Livro Imprimir
Escrito por Nícolas Andrade   
Sexta, 04 de Novembro de 2011 - 12:44

thumb_manga8'As influências e os impactos da cultura de mangás japoneses no Brasil' foi o tema da palestra da professora Sonia Luyten, no salão oeste do Santander Cultural, na última quinta-feira (03/11). O evento faz parte da programação da 57° Feira do Livro que tinha como temática as histórias em quadrinhos, no dia da palestra.

Sonia Luyten, além de professora, é um pesquisadora e estuda mangás ( histórias em quadrinhos da cultura japonesa) desde a década de 80, período em que essa cultura começou a ganhar mercado fora do país nipônico. "Um dos grandes fatores foi a falta de heróis americanos na época, e o interesse dos autores de lá em traduzir histórias lançadas no Japão", explica Sonia.

Atualmente, fixado totalmente na cultura jovem brasileira, o mangá não vem sozinho, segundo a professora. Com ele vem um pacote com anime (animações desses quadrinhos) e games (jogos eletrônicos destes mangás), e isso faz com que o público se torne um consumidor do produto final. Para Sonia, a principal alavanca dessa cultura no país e no mundo deve-se à internet, que possibilitou a interação entre culturas tão distantes.

As perspectivas de mercado estão nos FanSub's", sites que oferecem todo o tipo de conteúdo para os aficionados do gênero. Os chamados "FansSubeer's" procuram todas as atualizações relacionadas a suas séries favoritas. Sendo assim eles não apenas consomem o mercado, mas também fazem parte dele.

As explicações sociais desse fenômeno são simples. As diferentes tribos integrantes desse movimento são normalmente excluídas da sociedade por terem um gosto diferente dos demais. Elas se unem com um interesse comum e geram a sensação de "Fazer parte de alguma coisa", como explica Sônia.

Com linguagens, roupas e interesses próprios, os eventos e fóruns de mangás são chamados de Cosplay. E no último ano, o evento registrou a participação de 90 mil pessoas no "Anime Freiends", que ocorreu em São Paulo, considerado o maior da América Latina. Além do interesse pela arte, o grande ganho desse movimento deve-se ao desejo dos jovens aprenderem uma segunda cultura, o que, segundo a professora, aumentou considerávelmente nos últimos anos.

Para o cônsul do Japão em Porto Alegre, Takeshi Goto, esse movimento é positivo para a popularização da cultura do seu país no estado. "O mangá se tornou popular por aqui. Estudar o japonês e aprofundar o conhecimento na cultura japonesa, no Brasil, é um ganho para todos nós."

 


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