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Processo de criação coletiva de roteiros cinematográficos, em debate na Feira do Livro Imprimir
Escrito por Bruno Moura   
Quarta, 07 de Novembro de 2012 - 10:07

Feira-brunoFoi na Sala dos Jacarandás, no Memorial do Rio Grande do Sul, na última quinta-feira (1/11), que ocorreu um bate-papo sobre o processo de criação de roteiros cinematográficos. Integrado à Feira do livro, o evento contou com a participação da produtora de roteiros 'Alfaiataria da Coelho Voador', que trouxe os seus profissionais, Leo Garcia, Emiliano Cunha Iuli Gerbase, Luciano Braga e Thiago Duarte, para conversar com o público, que lotou um dos espaços mais concorridos da Feira.

A desvalorização do profissional roteirista e as dificuldades da área foram temas abordados no inicio do debate. Os palestrantes fizeram as suas apresentações e contaram como se tornaram profissionais atuantes no mercado. Também destacaram o extenso e árduo caminho, e que pode durar anos, para conclusão de um roteiro de um longa metragem.

Os palestrantes ainda relataram como se deram os primeiros processos na produtora, e como foi desenvolver simples ideias que se tornaram tramas complexas a serem exploradas. Para tanto, salientaram que, o processo criativo contou com a colaboração de todos que partilhavam suas visões e sugestões, de modo a buscar a melhora das histórias. Este método não só visa o aperfeiçoamento do roteirista, mas de todos que ajudam no processo criativo.

As diferenças entre os roteiros de longa metragens e séries de TV também ganharam espaço no bate-papo. Enquanto o longa trabalha com a ideia de inicio, meio e fim (muitas vezes divididas igualmente em três atos), a série deve abordar um mote que deverá se manter por uma longa temporada. Segundo o roteirista Leo Garcia, prender um espectador por muitos episódios requer criatividade no roteiro dos episódios e um bom desenvolvimento de personagens que instiguem o espectador e que façam com que ele busque afinidades entre si.

O desenvolvimento dos personagens foi outro ponto abordado no bate-papo. E segundo Garcia, trata-se de algo que não é simples e requer uma criação detalhada da personalidade, gostos e crenças de todos os participantes da história. O roteirista também ressaltou que a ideia deve ser constantemente trabalhada, os personagens detalhadamente descritos e o roteiro feito e refeito incessantemente, até que o roteirista tenha a plena certeza de que tudo que escreveu esteja bom. Depois, cabe ao profissional se desapegar do material e entregar às mãos do diretor, que trabalhará para que o filme saia do papel.

No final do debate, os participantes conversaram com o público presente e compartilharam suas ideias. O estudante de administração, Hugo Malta, falou a respeito da palestra: "Bem legal, a gente acha que é algo simples escrever um filme, mas não é bem assim. Foi interessante conhecer esse lado da produção dos filmes".

Aos interessado por roteirização cinematográfica, basta acessar o site da produtora Coelho Voador - http://www.coelhovoador.com.br.

 


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