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A verdade poética da Feira do Livro Imprimir
Escrito por Gabriel Guidotti   
Quarta, 14 de Novembro de 2012 - 14:39

IMG 7078Um dos eventos culturais mais importantes da cidade de Porto Alegre chegou ao fim. Após milhares de livros comercializados, dezenas de autógrafos concedidos e um calor insuportável, o final da Feira do Livro de 2012 só não foi nostálgico pela certeza de que o ano que vem trará uma nova edição. Entre best-sellers, saldos baratíssimos (como a obra "A arte de fazer política", de José Genoíno) e títulos menos expressivos, o maior evento literário dos gaúchos se sucedeu, transpondo, em inúmeras páginas folheadas, a disposição do povo gaúcho pela leitura.

Inserida na Praça da Alfândega, modernizada pela iniciativa do Projeto Monumenta, a Feira não apenas ofereceu uma estrutura completa para os vorazes leitores, mas também jardins reformados que providenciaram uma prazerosa sombra, quando o calor apertava. Era muito comum ver pessoas comprando livros para depois garantirem alguns momentos de descanso nos bancos verdes da praça, sendo observados de perto pela estátua de Carlos Drummond de Andrade.

O evento parte de uma mesma estratégia todos os anos: entreter para chamar a atenção do público. Os visitantes, além de encontrarem os mais variados títulos, dos mais variados autores, também assistiram ao entretenimento de rua, onde peças de teatro, shows musicais, e a arte, com total liberdade, se manifestaram. Além disso, escritores aproveitam o evento para divulgar suas novas obras, assinando os exemplares dos fãs, além de promover bate-papos sobre a importância da leitura no mundo contemporâneo.

A feira a céu aberto aguça sensações. Com a palavra, quem circulava entre os corredores, como a estudante de Direito, Eduarda Hoffman. Para ela, o prazer está no folhear obras espalhadas pelas inúmeras barracas. "Pegar um livro, analisar a sua capa e ler uma página, é o que nos dá vontade de comprá-lo". Compartilha a sua idéia, a vendedora Carmen Souza, ao afirmar que "tocar e olhar o livro é algo diferente que não se perdeu". Também é dela a alentadora constatação, frente ao grande público na Praça da Alfândega: "a leitura permanece firme entre a juventude".

O público visitante se caracterizou por ser eclético. As crianças miravam a literatura jovem, a qual inclui livros baseados em videogames ou leituras escolares obrigatórias. As mulheres foram em busca do maior sucesso de vendas: Cinquenta tons de cinza, um best-seller que quebra paradigmas sexuais. Os títulos famosos, entretanto, não venceram o sucesso inegável dos saldos. Em qualquer stand, fileiras de pessoas observavam com carinho os livros comercializados a preços mais acessíveis. Volta e meia, um leitor descompromissado adquiria algum livro barato que não estava na sua lista.

E assim, entre compradores, vendedores, escritores e artistas, a Feira do Livro de 2012 chegou ao seu final. O término, entretanto, é um até logo aos apaixonados pela leitura. A verdade poética sobre a Feira do Livro dos porto-alegrenses e dos gaúchos, se reflete nas 1,5 milhão de pessoas participantes que não apenas compraram livros, mas também aderiram a uma celebração da cultura que ocorre todos os anos na capital dos gaúchos.

 


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