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Amor não mede distâncias Imprimir
Escrito por Moisés Machado   
Domingo, 16 de Novembro de 2014 - 14:01

FeiraAlunos copiar copiar copiarPor amores, o  tempo e a distância dissolvem-se nas marcas do asfalto que ficam para trás. Cruzam-se caminhos, encaram-se longas caminhadas e  horas de viagem se transformam em pequenos detalhes de nós dois.

Como um "Quixotesco" cavalheiro na busca insana de cruzar o olhar, o cheiro que ao longe inebria. O toque. Olhares cruzando títulos, o cheiro de cultura que paira no ar e o toque da mão ansiosa e trêmula que busca folhar a primeira página da obra.Quando esse amor chama-se livros, todo obstáculo parece transponível. Esse é o clima que paira no ar da Praça da Alfândega, de romance, entre livros e amantes da boa leitura.

Adolescentes e crianças, mestres e alunos vêm de longe, em busca dos segredos e encantamentos da maior feira do livro a céu aberto da América Latina. São inúmeros estandes que propiciam aos visitantes um riquíssimo tour cultural. Esse atrativo faz com que escolas promovam viagens que duram algumas horas, mas que se mostram compensatórias, por fim, como afirma o aluno da turma de 2º ano do Ensino Médio da Escola Estadual 9 de Maio, de Imbé/RS.

Mauricio Piazza, 17 anos, que se mostrou encantado em conhecer a feira afirma:"É minha primeira vez aqui e quero muito voltar nos próximos anos. Ao conversar com os colegas, todos gostaram muito", relata o jovem, que aproveitou para adquirir duas obras, "The Walking Dead" e "O doador de memórias".

feiraalunos02Mas a feira não se faz apenas destes novos e curiosos olhares. Apreciadores de longa data, buscam desvendar esse mundo para os mais jovens. De alma desnuda, falam com o brilho de uma primeira vez. De quem a cada ano descobre uma nova feira, sob o olhar de alguém. E um exemplo é a "profe" Antônia Brand, 37 anos, da Escola Otília Riet, de São Leopoldo/RS, que, sob o olhar dos seus pequenos, vai mostrando a feira com a calma e paciência de quem nasceu dotada da arte de ensinar. "Trazê-los até aqui é muito importante para  incentivá-los à leitura. Trabalhamos muito isso em aula, não só livros, mas também jornais e revistas", frisa. Brand, também comenta que nem sempre o acesso à cultura e à ciranda mágica dos livros é algo acessível a todos. "Eles são carentes, e, na maioria das vezes, os pais não têm condições de comprar um livro. Mas é muito bom aproximá-los desse mundo, dessas descobertas, a exemplo do dia de hoje".

 


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