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Pipoqueiro escritor prepara segundo livro para 2010 Imprimir
Escrito por Edimar Blazina   
Terça, 03 de Novembro de 2009 - 12:29

pipoqueiro

Uma infinidade de autores podem ser encontrados nos estandes da 55ª Feira do Livro de Porto Alegre. Nomes como José Saramago, Dan Brown, Stéphenie Meyer e outros, estão entre os mais vendidos e procurados pelo público. Mas nem só de famosos vive a Feira. Quem também está por lá, como tem feito há mais de 50 anos, é o pipoqueiro, e agora escritor, José Alvez, 59 anos, que no ano passado lançou seu primeiro livro e prepara uma nova obra.

O livro “Zé da Pipoca: 50 anos na Feira do Livro”, não foi um best-seller. O nome “José Alvez” não é muito conhecido como escritor, contudo, seu Zé da Pipoca, como prefere ser chamado, é uma referência quando o assunto é seu principal sustento: a pipoca. Acostumado a atender seus clientes, e ainda estranhando entrevistas, o pipoqueiro explica como foi o dia do lançamento da primeira publicação feita por ele, no ano passado, “Eu achei interessante, é uma novidade para mim que fiz meu primeiro trabalho”.

De poucas palavras quando o assunto é sua vida, seu Zé da Pipoca só fala bastante quando o assunto é divulgar o seu próximo lançamento, um livro que falará sobre felicidade, “Vai ter de tudo um pouco. Sobre obra social, os jovens”, e deixa escapar que o título da obra que vem por aí será “Tu és Feliz e não Sabes”. Segundo ele a as pessoas são felizes e não sabem. Seu Zé pretende dar dicas sobre como ser feliz hoje, “O livro vai mostrar o segredo da felicidade”, completa.

Sem abandonar sua profissão, e tendo as letras como um hobby, o pipoqueiro e escritor manda um recado aos seus leitores, “Leiam bastante, não só o meu livro, mas qualquer um, é importante”, conclui ele entregando um pacote de pipocas salgadas para uma cliente.

 

sobaCultura Africana invade
a Feira do Livro

Um pequeno estande, na área internacional da Feira do Livro, disputa espaço, e atenção do público para divulgar a produção literária da África. A Livraria Sobá traz à feira publicações históricas e contemporâneas que falam de diversidade e da cultura afro.

Soba, em dialeto africano, significa aquele que detém e repassa o conhecimento. E é para repassar informações e conhecimento da cultura africana que uma livraria de Minas Gerais ‘aportuguesou’ o dialeto e foi batizada de Sobá, com acento. “É para não confundirem com sobra”, justifica a representante na Feira do Livro, Celeste Libania.

Segundo Libania, a Sobá é uma das primeiras livrarias brasileiras especializadas em publicações afro. “Fazemos uma composição, temos autores africanos, releituras brasileiras de livros africanos e muitos textos sobre essa ótica África-Brasil”, explica.

Uma peculiaridade da livraria, de acordo com a representante, é que 90% de suas obras são produções que, em seus enredos, têm personagens negros, “Temos um livro que fala sobre gênero, e neste livro tem um menino que toda a sua família é de cor negra. Poderia ser de qualquer etnia, mas a autora preferiu que ele fosse negro”. Ainda, segundo Libania, a ideia da Sobá é trabalhar com a diversidade cultural, racial e afro-brasileira. “Isso é o Brasil”, conclui ela.

 
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