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Literatura ganha novos rumos na net Imprimir
Escrito por Manoel Canepa   
Terça, 17 de Novembro de 2009 - 16:07

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Com a internet, surge uma nova literatura? Qual seu futuro? Esses foram os questionamentos da palestra A literatura e a Internet, ocorrida no dia 11 de novembro, durante a 55ª Feira do Livro de Porto Alegre. Os escritores Carlos Henrique Schroeder e Ramone Abreu Amado refletiram sobre os novos rumos da literatura e que transformações ela deve sofrer em tempos de internet.

Apesar da relutância inicial, acompanhar a era virtual é, mais do que inevitável, vital para a sobrevivência da literatura, segundo Schroeder. “Quem não acompanhar essa realidade irá falir”, comentou.

Para o escritor catarinense, vivenciamos o fim de um formato e o surgimento de outro. “Está acontecendo uma revolução. Estamos chegando ao fim do mercado editorial”. Schroeder crê que na Internet as obras literárias não serão vendidas, mas sim disponibilizadas para download, como ocorre com as músicas. O retorno financeiro, nesse novo sistema, se dá através de anúncios publicitários nas páginas de web onde as obras são encontradas.

O processo da difusão e comercialização da literatura na internet possui atualmente três principais empresas: a livraria Barnes & Noble e a loja virtual Amazon e o Google. As duas primeiras criaram, respectivamente, a Nook e a Kindle, leitores de e-books (livros virtuais), também chamados de e-readers. O Google aposta na sua atual hegemonia na rede, e promete dominar também nesse mercado. Estima-se que, até ano que vem, a empresa detenha 500.000 obras de literatura em seu acervo.

Porém não é só em seu mercado que a literatura sofrerá mudanças. Para a escritora de poesias Ramone Abreu Amado, a própria narrativa irá mudar. “A leitura interativa deve ser uma das principais novidades dos e-books”, comentou. A interferência do leitor na obra, gerando a escrita participativa e a possibilidade de finais alternativos devem se tornar cada vez mais freqüentes, segundo a escritora.

O fenômeno do Twitter também foi citado por Schroeder como um mecanismo que possui características que a literatura via internet irá adquirir. “No Twitter escrevemos e divulgamos simultaneamente o que é escrito. É um processo muito dinâmico”. Segundo o escritor, com os programas existentes hoje, é possível se publicar um livro até em um celular.

Porém, mesmo com todo esse panorama, o livro impresso não deve ser extinto. Para Schroeder, novos gêneros e formatos não substituem os antigos. “Independente da tecnologia, na literatura o que importa é o conteúdo”, completou.

 

 


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