Repercussão das urnas Imprimir
Escrito por Anselmo Cunha dos Santos   
Quarta, 03 de Novembro de 2010 - 15:34

politica-raulAs eleições para presidência encerraram neste domingo, dia 7 de novembro. Com a vitória da candidata Dilma Roussef, o Partido dos Trabalhadores segue no comanda do país, juntamente com o vice- presidente, Michel Temer, o que garante ao PMDB a sua participação nas decisões que comandam a Nação. Como é de se imaginar alguns gostaram dessa decisão e outros nem tanto. Mas será que essa escolha, de quase 56 milhões de brasileiros, agradou aos frequentadores da Feira do Livro?

Passados alguns dias da eleição, nada parecia ter mudado na maior exposição a céu aberto de livros da América Latina. As pessoas seguiam com suas compras como se nada importante houvesse ocorrido. O fim da corrida eleitoral poderia passar despercebido, não fosse a ausência de bandeiras e adesivos de candidatos por todos os lados. A falta da sujeira típica dessa época era o maior indicio de que as eleições estavam encerradas.

Eis que, em meio aos visitantes da feira, a equipe da AJor encontrou o deputado estadual Raul Carrion, do PCdoB gaúcho, partido aliado na coligação que elegeu Dilma Roussef. O deputado mostrou-se contente com a vitória, principalmente pelo fato do nosso país "continuar apostando num caminho de desenvolvimento nacional autônomo, de inclusão social e crescimento econômico e baseado na distribuição de renda". Carrion aproveitou também para lembrar que o PT não governará sozinho. "Quem pensa que um partido só muda esse Brasil, se equivoca", disse o deputado ao comentar sobre o apoio que o Partido dos Trabalhadores receberá de siglas como PSB, PCdoB, PDT, entre outros.

Mas, na Feira do Livro, nem todos se manifestaram satisfeitos com a decisão do país nas urnas. Representando um pouco além dos 44 milhões eleitores que optaram por José Serra está o estudante de direito, Rodrigo Jardim, 19 anos, que comentou sobre a sua decepção com a campanha de Dilma, ao afirmar que "foi toda feita baseada no Lula, como se não fosse a Dilma que concorresse ao poder, mas sim Lula". O estudante disse não esperar grandes mudanças e acrescentou: "a política não deve funcionar assim, isso é induzir o eleitor ao erro".

A decisão já foi tomada, e a maioria elegeu mais um mandato petista para governar o Brasil. E assim segue a 56º Feira do Livro, acolhendo os satisfeitos e insatisfeitos com o resultado das urnas. Afinal, a Feira é de todos.

 


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