banner multi
Capa Memória Coberturas Especiais Feira do Livro A impunidade veste colarinho branco
A impunidade veste colarinho branco Imprimir
Escrito por Gisele Perna   
Sexta, 05 de Novembro de 2010 - 12:36

pedro-simonTarde tumultuada na Fera do Livro. Nesta quinta-feira, dia 4, com a presença de personalidades de nosso Estado, a Feira apresentou filas imensas nas sessões de autógrafos. As personalidades? Bem nada mais que Pedro Simon, senador e presidente do PMDB, que lança sua obra: A impunidade Veste Colarinho Branco.

A sessão de autógrafos do senador Simon foi muito concorrida. Quando iniciou, às 18h30, a fila dava voltas. Como o livro seria distribuído pelo autor, muitos esperavam atentamente para retirá-lo e já conseguir o autografo.

Para prestigiar o senador, muitos políticos estiveram presentes, destacando-se a presença de Valter Nagelstein, secretário municipal da Produção, Indústria e Comércio.

Os esforços não foram poupados pela imprensa que ansiosos por uma imagem ou por uma entrevista circulavam ao redor de Pedro Simon. Conseguir uma entrevista não estava sendo uma tarefa fácil, pois a fila e as pessoas em volta dificultavam os acessos até ele.

Às 19h30, uma hora depois do inicio da sessão, Pedro Simon continuava autografando o seu livro. Uma obra bastante peculiar, onde ele, dotado de um humor sórdido, comenta a descrença da sociedade com relação às impunidades políticas.

A Impunidade Veste Colarinho Branco é um livro critico com a situação do nosso país. A impunidade de políticos é criticada de forma ferrenha por Simon, que cita frases conhecidas do povo: "Tudo vai acabar em pizza", "Você sabe com quem está falando?". Essas e outras expressões compõem o primeiro parágrafo do livro, que revelam o tom irônico do autor.

Ao longo do livro, Simon tece uma comparação entre a justiça com os políticos criminosos e as táticas que a polícia executa com o povão. Numa cultura onde sempre se dá um jeitinho, a policia é sempre preconceituosa e grosseira para tratar com os delinquentes, porém, a justiça atua de forma apática e, muitas vezes, até solidária no processo de prisão de gente importante.

Na contra capa, uma frase de Simon fecha a obra tal qual ela iniciou: critica e de forma direta e irônica: "Os crimes de colarinho branco, vicejam porque semeados e fertilizados, pela impunidade. Para o rico, a justiça faz plantão para soltá-lo. Para o pobre, a policia faz plantão para prendê-lo".

 


Notícias relacionadas


Expediente

Mapa do Site :: Portal Universo IPA - 1º lugar na Intercom Nacional de 2008 :: Expediente
Creative Commons © 2005-2013 :: AJor - Agência Experimental de Jornalismo IPA