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Documentário produzido no Jornalismo/IPA é atração na Feira do Livro Imprimir
Escrito por Matheus Pannebecker   
Sexta, 05 de Novembro de 2010 - 12:49

paixaoO IPA marcará presença na Tenda de Pasárgada, na área central da Feira do Livro, neste sábado, dia 6. O motivo? A apresentação do documentário "Paixão Sem Fronteiras", uma produção dos estudantes de Jornalismo do IPA sobre o patrono da Feira deste ano, Paixão Côrtes.

O evento acontece às 14h30 e vai contar com a participação da diretora Gabriele Lorscheister e dos estudantes envolvidos no projeto: Tássia Jaeger, Verônica Pacheco, Joice Proença e Daniela Robaldo. Paixão Côrtes também estará presente.

Abaixo, você confere uma entrevista com a diretora do documentário. Ela fala sobre a produção do "Paixão Sem Fronteiras", os incentivadores, as dificuldades e muito mais.

Universo IPA - O que trata o documentário 'Paixão Sem Fronteiras'?
Gabriele Lorscheiter - O documentário mostra a história do tradicionalismo trazida pelo grupo dos oito, formado pelo Paixão Côrtes, Barbosa Lessa e outros gaúchos que se propuseram a estudar a cultura. Viajaram por todos os cantos do Estado descobrindo canções, danças típicas e as diversas formas de utilizar as vestimentas como a bombacha, o lenço e o vestido da prenda. Dessa forma, foram escrevendo a história com seus nomes, com a fundação do 35º CTG, a chama crioula e o próprio Laçador, onde o Paixão foi convidado para posar.

Universo IPA - Quando e como surgiu a ideia de fazer o documentário?
Gabriele Lorscheiter - Quando estávamos no 4º semestre do curso já começamos a pensar no tema do documentário que produziríamos no 5º, mas nada surgiu a princípio. Um dia, estava conversando com o Daniel (um dos integrantes do grupo) e falei que gostaria de fazer algo voltado para a cultura gaúcha, mas não sabia bem o quê. Então, ele disse para falarmos sobre o Laçador. Foi assim que comecei a pesquisar sobre a vida e obra do Paixão Côrtes. É uma figura histórica e, às vezes, pouco lembrada, muitos nem sabem quem ele é. Outro motivo foi porque queríamos conhecer mais a fundo a nossa cultura. Montei um projeto e apresentei para o grupo, que, a princípio, não deu muita bola. Quando apresentamos a proposta para o professor Léo Nunez foi aquela euforia, pois ele acabou convencendo o grupo que a ideia era muito boa se fosse bem explorada.

Universo IPA - Quem foram os principais incentivadores do projeto e o que ele representa para a tua carreira profissional?
Gabriele Lorscheiter - Posso afirmar, e digo isso pelo grupo também, que o maior incentivador foi o professor Léo Nunez, que acreditou que faríamos um ótimo trabalho. O 'Paixão Sem Fronteiras' representa muito. Foi a partir dessa ideia que decidi com o que eu quero trabalhar no futuro: produção de audiovisual. Nos apaixonamos de uma tal maneira que o nosso TCC, que estamos finalizando nesse semestre, é uma assessoria audiovisual, responsável pela produção de documentários, vídeos institucionais e programas de WebTV. Tudo voltado para a informação.

Universo IPA - Como está sendo a repercussão do documentário?
Gabriele Lorscheiter - Logo que finalizamos a produção, ele foi exibido na Câmara Legislativa, em alusão ao 20 de setembro, e depois foi exibido no Museu de Comunicação, onde uma cópia encontra-se lá para aqueles que se interessam em assistir. Quando eu soube que o Paixão seria o Patrono da Feira do Livro, mandei um e-mail para a assessoria dele falando sobre a possibilidade de exibir o documentário. Eles prontamente me ligaram, assistiram o DVD e colocaram na grade de programação.

Universo IPA - Que dificuldades foram encontradas para realizar o documentário?
Gabriele Lorscheiter - A maior dificuldade foi convencer o Paixão Côrtes a participar. Ficamos uma tarde inteira na casa dele (eu, o Léo e a Tássia), conversando, escutando as suas histórias e olhando toda a sua obra. Mas foi muito especial, pois tive o privilégio de conhecer uma pessoa que transpira conhecimento. Dá muito prazer conversar com alguém com uma história de vida dedicada a mostrar o Rio Grande do Sul para o mundo.

Universo IPA - Por que as pessoas devem assistir a "Paixão Sem Fronteiras"?
Gabriele Lorscheiter - A maioria das pessoas bate no peito e diz a famosa frase: "Eu sou gaúcho", mas não sabe a história nem de onde surgiu esse amor todo pelo Estado. Acredito que o documentário, apesar de ter 20 minutos, exemplifica e esclarece, porque temos tanto orgulho do lugar onde nascemos e vivemos. Sem falar, claro, do Paixão Côrtes e toda a sua trajetória de vida, suas obras e todo esse conhecimento e amor que ele sente pelo Estado.

 


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