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Documentário narra a vida do poeta Fernando Pessoa Imprimir
Escrito por Gisele Perna   
Sábado, 06 de Novembro de 2010 - 15:54

fernando-pessoaA exibição do documentário 'Fernando Pessoa, o poeta fingidor', lotou a tenda Pasárgada. Com o enredo voltado para a vida do poeta português Fernando Pessoa, o documentário produzido pela TV Globo News foi exibido durante a programação da Feira do Livro e narra de maneira simples a vida e obra do poeta português, cuja sexualidade foi por muito tempo questionada.

O foco da reportagem do jornalista Claufe Rodrigues, filmado em Lisboa, é a conturbada vida amorosa do poeta e o reflexo em suas obras. Através de entrevistas com familiares, Rodrigues, consegue transpor, de modo acessível, o que era capaz de inspirar este poeta.

Com uma vida sem muitos requintes, Fernando Pessoa morreu na miséria e muito jovem devido uma cirrose hepática. Durante a trajetória, Pessoa trabalhou como correspondente de cartas, sua fonte de renda até o fim da vida. Nascido em 1888, na cidade de Lisboa, era muito jovem quando perdeu seu pai, mas sua mãe casou-se novamente. Devido a essa união, Pessoa foi morar na África, na cidade de Durbam. Segundo alguns historiadores e críticos de literatura, essa passagem pela África foi preponderante para o início de sua vida literária, pois com medo de ser esquecido pela família, iniciou uma coletânea de cartas escritas endereçadas a eles.

É fato que Fernando Pessoa abdicou de vários prazeres da vida em nome da literatura, o seu único fluido incentivador da vida. Quanto aos amores, ponto questionado, sabe-se que houve uma jovem a quem ele dedicou seu amor e sua atenção, porém, por pouco tempo. A relação com a amada Ophelia terminou devido à necessidade de escrever do poeta.

Sua suposta "virgindade", muito questionada, tal como sua sexualidade, é até hoje obscura. Através das cartas escritas para sua amada Ophelia, a tensão sexual é percebida com veemência. Se ambos viveram uma paixão sexual, não se sabe, pois ficaram juntos por pouco tempo. Entretanto, Ophelia só se casou com outro homem, após a morte do poeta.

Enfim, a vida de Fernando Pessoa, ao que tudo indica, segundo o jornalista Claufe Rodrigues, é uma serie de contradições. Ao passar por todos os lugares onde o poeta viveu em Lisboa, Claufe tentou desmistificar a sua trajetória, além de buscar uma aproximação com a sua vida real, longe do sonho e do ilusório.

Autopsicografia

Fernando Pessoa

O poeta é um fingidor.
Finge tão completamente
Que chega a fingir que é dor
A dor que deveras sente.
E os que lêem o que escreve,
Na dor lida sentem bem,
Não as duas que ele teve,
Mas só a que eles não têm.
E assim nas calhas de roda
Gira, a entreter a razão,
Esse comboio de corda
Que se chama coração.

 


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