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O caminho para o futuro da humanidade, por Edgar Morin Imprimir
Escrito por Anselmo Cunha   
Quinta, 11 de Agosto de 2011 - 11:19

edgar-morinOcorreu nesta segunda-feira (8/08) a 4ª conferência do Fronteiras do Pensamento 2011. O evento trouxe ao Salão de Atos da UFRGS, o sociólogo francês, Edgar Morin, que falou ao público sobre a crise global em que a humanidade se encontra.

O sociólogo abordou em sua conferência o fato de que a humanidade está em um momento de forte crise, e que a situação econômica é apenas um reflexo de diversos problemas internacionais. Segundo ele, foi a soma de problemas sociais, humanitários e ambientais que acabaram por gerar a crise financeira internacional. "Vivemos uma crise geral da humanidade que está se manifestando na economia", explica Morin.

Para Marin , as redes do capitalismo estão cada vez mais perigosas para a humanidade. A ciência, que era para trazer benefícios, trabalha na criação de armas de destruição em massa e em avanços tecnológicos que trazem problemas à natureza. Além disso, atualmente os estados estão cada vez mais enfraquecidos e dependentes de entidades privadas ao ponto de que uma empresa venha a ter tanto ou mais poder econômico que as nações.

De acordo com o pensador, quando um sistema não consegue lidar com seus problemas só há três alternativas para mudar a situação: "regressão, desintegração ou transformação". "Se as comunidades continuarem neste ritmo frenético, a probabilidade é que sejamos levados a catástrofe", argumenta Morin, porém revela-se otimista em relação ao futuro: "mas na história da humanidade nem sempre a probabilidade estivera certa".

Morin acredita na transformação através da criação de um estado global, ele não se refere a extensão do que conhecemos hoje para nível internacional, mas sim na criação de um novo sistema mais preocupado com o bem-estar dos cidadãos. Nessa nova nação global seria importante "globalizar e desglobalizar", ou seja, aproveitar tudo aquilo que é positivo na globalização e evitar seus aspectos negativos. "É preciso dedicar-se a sua cultura, na sua região, mas também pegar exemplos do que é feito de positivo em outros países", defende o sociólogo.

Algumas das mudanças necessárias para um mundo melhor, citadas pelo conferencista, já estão acontecendo. Ele cita o caso das Organizações Não Governamentais e entidades sociais que trabalham em busca da inclusão social de cidadãos de baixa renda através da música, esporte e informática. Para acabar com a crise "não se pode fazer apenas uma transformação econômica, é preciso que se faça também reformas sociais, psicológicas e humanitárias", comenta Morin e conclui: "mudar o caminho da humanidade é improvável, mas não é impossível".

Antes de iniciar a conferência de Edgar Morin, os participantes do evento assistiram um vídeo de 30 minutos com uma entrevista do sociólogo polonês Zygmunt Bauman. Ele estaria em Porto Alegre para uma conferência, mas, em virtude de problemas de saúde em sua família, não pode comparecer.Os participantes da 4ª Conferência do Fronteiras do Pensamento foram presenteados com uma cópia da entrevista de Bauman.

 


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