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Curiosidades e problemas dos oceanos Imprimir
Escrito por Anselmo Cunha   
Terça, 27 de Setembro de 2011 - 23:52

Dr.-Sylvia-EarlePara discorrer sobre as belezas naturais guardadas no fundo do mar, o Fronteiras do Pensamento trouxe nesta segunda-feira a oceanógrafa, Sylvia Earle, para a sétima conferência do evento. Além de apresentar belas imagens das águas aos presentes no Salão de Atos da Ufrgs, a oceanógrafa fez alertas sobre os danos sofridos pelo planeta em decorrência da pesca predatória e derramamento de agentes nocivos nos oceanos.

A conferencista comentou sobre os avanços tecnológicos que permitem a qualquer cidadão, sem sair de casa, entrar em contato com o oceano, como o Google Earth, o qual Sylvia definiu como o "atlas do planeta". Esta parte da natureza, que antigamente era limitada a cientistas e outros trabalhadores que lidavam com o fundo do mar, agora pode ser explorada por qualquer cidadão que tenha acesso a um computador. Isso, segundo ela, permite às pessoas sentirem-se mais próximas dos mares e, assim, tomarem conhecimento de suas qualidades e, principalmente, de suas necessidades, entre as quais, um maior mapeamento dos oceanos.

A conferencista relatou que apenas 5% do oceano foi mapeado com a mesma qualidade com que foi efetuado com a terra, ou seja, só é amplamente conhecido o que está nas encostas dos continentes. E isso não é devido a problemas tecnológicos, mas sim de incentivos. "A Terra e até o espaço estão sendo amplamente mapeados, mas no oceano ainda estamos apenas começando", explica a oceanógrafa.

Além disso, 64% das águas dos oceanos são consideradas internacionais, o que o torna desprotegido das leis nacionais de proteção contra a extração de riquezas materiais e orgânicas nessas áreas. E isso faz com que países busquem essas locais para praticar a pesca predatória, o que altera a vida marinha e pode gerar até mesmo a extinção de algumas espécies. "Estamos matando o oceano para produzir artigos de luxo", alertou a conferencista.

Outro problema gravíssimo são os derramamentos de agentes nocivos no oceano, como o petróleo que jorrou nas águas do Golfo do México, no ano passado. Com a água poluída pelo agente, os peixes não conseguem respirar e morrem aos milhares. O problema se estende também às aves e outros predadores que ficam sem alimento. Para a oceanógrafa é preciso acabar com o pensamento de que a natureza é infinita e sempre se renovará.

Sylvia comentou também suas experiências no fundo do mar e mostrou, através de fotos, os diversos equipamentos de mergulho que permitem um maior contato das pessoas com o mundo subaquático. Para ela, todos deveriam conhecer o fundo do mar, talvez, assim, a humanidade tomaria consciência dos problemas que os oceanos enfrentam, e para isso, Sylvia fez um convite: "familiarizem-se com os peixes".

 


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