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O mundo dos romances, com Orhan Pamuk Imprimir
Escrito por Anselmo Cunha   
Quinta, 08 de Dezembro de 2011 - 07:57

Orhan-PamukNesta segunda-feira (5/12), o romancista turco Orhan Pamuk apresentou a última conferencia do Fronteiras do Pensamento 2011. Com o título de "O romance no novo mundo", Pamuk discorreu sobre os atos de ler e escrever literatura. O evento ocorreu no Salão de Atos da UFRGS.

Pamuk deu inicio à sua apresentação comentando alguns trabalhos realizados pelo leitor ao ler um livro. Mesmo sem perceber as palavras lidas são transformadas em imagens no pensamento dos leitores, há também a identificação com os personagens do romance. Para que a obra faça sentido, o leitor deve manter na memória o conteúdo que já leu. "Quando lemos um romance, nossa mente está realizando vários trabalhos", comenta o escritor.

Para aqueles que desejam ser escritores é preciso que se entenda o leitor, e saber desses detalhes torna-se muito importante. Porém, segundo Pamuk, o trabalho que merece maior destaque dos romancistas é a busca do leitor pelo entendimento do que é realidade e o que é ficção nas histórias. Para ele é importante inserir nas histórias não só personagens com os ideais do autor, mas sim personagens com ideais diferenciados e até mesmo contrários ao do escritor, o que enriquece o conteúdo da obra. "A arte de escrever um romance consiste em conviver com essa dualidade e não se sentir incomodado", explica o palestrante

Para o leitor é importante entender cada etapa da leitura e nelas buscar os "sentidos ocultos" do que está escrito, comenta o palestrante. Em toda obra há mensagens que vão além do básico e estão subentendidas nos textos para serem interpretadas pelo leitor. Essas podem ser visão política, intenções da criação da obra e objetivos do autor para com os leitores. "Cada etapa da obra é importante, pois possui um 'sentido oculto' escondido", diz Pamuk.

Sobre uma possível crise em relação à leitura de romances, o conferencista comenta acreditar no contrário. Para ele, a ascensão dos países emergentes traz consigo um novo número de leitores e escritores. O crescimento desses países ajuda na construção de uma identidade própria e traz inspiração a seus habitantes. "O romance não está morrendo, pelo contrário, está crescendo com as novas classes emergentes", afirma o romancista.

 


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