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Mohamed ElBaradei e suas esperanças de paz Imprimir
Escrito por Anselmo Cunha   
Sexta, 02 de Novembro de 2012 - 20:12

ElBaradei-02O diplomata egípcio vencedor do prêmio Nobel da Paz em 2005, Mohamed ElBaradei, foi o penúltimo conferencista do Fronteiras do Pensamento 2012. Nesta quarta-feira (31/10), o convidado se apresentou no Salão de Atos da Ufrgs onde falou sobre suas esperanças de paz para a humanidade e, principalmente, para o povo do Oriente Médio, que há anos sofre com a violência.

Para o diplomata, é preciso que as nações se organizem de forma a criar programas de segurança internacional com real valor, já que resoluções da ONU foram simplesmente ignoradas ao tentar impedir que os Estados Unidos (EUA) invadissem o Iraque. As políticas nacionais não são capazes de proteger a população das ameaças mundiais à humanidade. ElBaradei acredita que as ações de segurança somente em nível nacional são ineficazes na garantia da prosperidade. "A pobreza, a guerra, o terrorismo, as doenças, os problemas ambientais e as armas de destruição em massa são ameaças que tornam obsoletas as forças de seguranças nacionais. Nenhum governo sozinho consegue contê-las", defende o palestrante.

Como solução, o palestrante defende menos investimentos em militarismos e mais verbas destinadas a desenvolvimento humano e criticou os EUA. Segundo ele, o país é o maior investidor em assuntos militares do mundo e a quantia gasta é a mais elevada soma das 14 nações que aparecem na mesma lista. Mesmo assim, o exército americano apresenta dificuldades ao lidar com pequenas ameaças rebeldes no Iraque. O diplomata comenta que se metade da quantia investida em suprimentos e equipamentos de guerra fosse investida em projetos de segurança e desenvolvimento humano internacional, rapidamente o mundo sofreria grandes transformações.

Uma solução imediata requisitada pelo palestrante é a destruição das armas nucleares. Ele acredita que se as grandes potências mundiais, como China, Estados Unidos, Rússia, França e Reino Unido, que possuem armamentos nucleares, deveriam extingui-los, pois isso funciona como um incentivo a países aliados para também buscarem esse tipo de tecnologia destrutiva. "Enquanto as superpotências defenderem que armas nucleares são indispensáveis para sua defesa, os outros países também vão querer produzi-las", argumenta Elbaradei.

Sobre os conflitos no Oriente Médio, o diplomata lamenta que pouco esteja sendo feito para achar soluções. As intervenções realizadas pela Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), realizadas através de bombardeios e distribuição de armas aos rebeldes durante os conflitos da Primavera Árabe, não ajudam a resolver efetivamente o problema, e só geram mais violência. A saída encontrada pelo convidado é através da diplomacia. Somente através do diálogo e da interação entre os países do Oriente Médio é que se chegará à paz.

 


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