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Uma viagem ao mundo da matemática Imprimir
Escrito por Anselmo Cunha   
Segunda, 25 de Abril de 2011 - 14:06

alex_bellosQuem aguardava ansiosamente o maior evento cultural de Porto Alegre, Fronteiras do Pensamento, pôde ter uma prévia do que estar por vir, na manhã desta terça-feira (19/04), quando teve inicio o módulo Fronteiras Educação – Diálogos com Professores. Nesta edição, o evento trouxe, ao Salão de Atos da UFRGS, o jornalista, escritor, matemático e filósofo inglês Alex Bellos para falar sobre as curiosidades do mundo da matemática para os professores da rede pública de Porto Alegre e região metropolitana.

Quem abriu o evento foi o reitor da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, professor Carlos Alexandre Netto, que ressaltou aos presentes o propósito da instituição em manter-se aberta ao debate de assuntos importantes para a sociedade, e fez um convite: "nós queremos vocês debatendo conosco".

Após a fala do reitor, o palestrante Alex Bellos subiu ao palco para discorrer sobre as curiosidades da matemática e divulgar seu mais recente trabalho, o livro "Alex no país dos números – Uma viagem ao mundo maravilhoso da matemática". Para iniciar a sua palestra, Bellos fez uma pergunta aparentemente simples aos expectadores, a qual só seria respondida no final do evento: "Se todos os números fossem colocados em ordem alfabética, qual seria o segundo?", você sabe a resposta? Assim como Alex, coloquei-a ao fim desta matéria.

Para escrever o seu livro, Bellos viajou por muitos países para conhecer um pouco mais sobre como os povos lidam com a matemática. O primeiro país visitado foi a Índia, onde foi inventado o número zero. O matemático explicou que na religião praticada no país, quanto menos objetos se possuía, mais próximo do divino se pode chegar. Então, o ideal era não ter nada, o ideal era ter zero. "Na religião indiana o tudo é o nada, o zero é uma tradição religiosa traduzida para a matemática", explica Bellos.

Essa invenção trouxe para a matemática uma grande evolução, pois a inclusão do zero permitiu que a matemática pudesse calcular, somar, subtrair, dividir e multiplicar os números. "A aritmética só começou a fazer parte da matemática por causa da Índia, antes era só geometria" observou o palestrante.

Além da Índia, o matemático visitou também o Japão, onde está "o único animal, além do homem, que entende números". No país oriental, os chimpanzés foram treinados para entender a ordem numérica. Em uma tela eram dispostos números de um a nove, e quando eles acertavam corretamente a sequência um pouco de comida era entregue a eles.

Ainda no Japão, o palestrante pode notar que japoneses lidavam de um modo diferente com os números. Ao aprender a tabuada, por exemplo, os estudantes aprendiam uma canção com os números, o que facilitava para decorar e entender. "Quando eles precisam lembrar de um cálculo, é só cantar o trecho correspondente da música" comentou Alex Bellos.

O "turismo matemático" de Alex passou também por seu país de origem. Na Inglaterra, o palestrante encontrou um homem que colecionava calculadoras analógicas. E entre elas havia a única calculadora mecânica já inventada. Bellos contou que aquela calculadora foi uma invenção de um judeu capturado pelos nazistas durante a Segunda Guerra Mundial, e que "ele demorou para terminar o projeto, pois era sua garantia de sobrevivência e, também, não queria entregá-lo aos nazistas".

E para finalizar a palestra, o matemático perguntou à platéia se já sabia qual era o segundo número se todos fossem enfileirados em ordem alfabética. A platéia, porém só sabia o primeiro, catorze. Na tentativa de descobrir o segundo, alguns chutaram dezessete, dezesseis e o mais próximo cinco, mas, inesperadamente, o correto era catorze bilhões!

 


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