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Bastidores, encerramentos e o balanço do grande evento Imprimir
Escrito por Gabriel Guidotti e Ana Paula Maciel   
Quinta, 31 de Outubro de 2013 - 09:23

encePorto Alegre recebeu, entre os dias 16 e 27 de outubro de 2013, a maior competição esportiva já realizada no Rio Grande do Sul. O 20º Mundial de Atletismo Master (WMA, sigla em inglês) não deixou um legado apenas esportivo, mas também uma prova que o engajamento das pessoas é parte significativa na realização de grandes eventos.

Esta edição confrontou esportistas em provas de campo, cross country e maratonas e contou com o auxílio de mais de 500 voluntários. Nas pistas, participaram 4158 atletas divididos entre 14 categorias e 27 modalidades. As provas aconteceram no CETE, PUCRS, ESEF e Sogipa e Parque Marinha. Para o Estado do Rio Grande do Sul, o Mundial foi um importante teste para a Copa do Mundo de 2014, principalmente nas áreas de segurança, saúde, hospitalidade e voluntariado.

Como cidade-sede, Porto Alegre atingiu a quinta colocação na história em número de países envolvidos, perdendo apenas para Riccione (Itália), com 97 países (2007), Lahti (Finlândia), com 96 países (2009), Sacramento (Estados Unidos), com 93 países (2011), e San Sebastian (Espanha), com 91 países (2005). Em relação ao número de competidores, a capital dos gaúchos está em 14º lugar no ranking.

O sucesso é dos voluntários

Responsável pela organização do WMA, o CEO Vinícius Garcia garante que o sucesso foi resultado de grande esforço por parte das pessoas envolvidas. Segundo ele, com os aprendizados desta edição, criou-se um sustentáculo que permitirá Porto Alegre otimizar a infraestrutura e solucionar os percalços ocorridos. “Tenho certeza que deixamos um legado para a capital”, destaca. Ao final, a cidade receberá um documento com dados, estatísticas e diversos levantamentos para que se avaliem possíveis ajustes visando a Copa de 2014.

Uma das frases preferidas da presidente da Fundergs, Renita Dametto, falava da participação dos envolvidos. “O sucesso é de todos vocês”. Renita observou que o engajamento do voluntariado se dá de uma forma mais eficiente quando provocado por uma instituição de ensino, como foi o caso do Centro Universitário Metodista do IPA, que enviou alunos de diversas áreas para trabalhar no WMA.

reniEm evento que reúne 82 países, as dificuldades com a língua foram inerentes em alguns momentos. A presidente admite esta situação e aconselha que os jovens procurem sempre se qualificar, não apenas no inglês, que é universal, mas em outros idiomas também. Para ela, esta é uma grande demanda e, ao mesmo tempo, uma deficiência a ser sanada, pois o Rio Grande do Sul volta a ocupar um espaço importante no circuito de competições internacionais. “Quando assumimos a gestão foi criada como uma meta: colocar o Estado no mapa dos grandes eventos esportivos”. Como sugestão à Prefeitura de Porto Alegre, ela indica a criação de uma comissão formada por diversos setores para que se possa atrair o interesse pelo esporte e qualificar ainda mais os voluntários.

Reforço em diversas áreas

Um dos destaques desta da 20ª edição do WMA ficou fora das pistas: a participação de estudantes do Centro Universitário Metodista do IPA em diferentes funções, especialmente na cobertura internacional. Alunos de Jornalismo, Publicidade e Propaganda, Turismo, Administração, Direito e Contabilidade participaram de forma voluntária, obtendo novas experiências de campo para incorporar ao seu currículo profissional. Outros acadêmicos, de outras universidades, também auxiliaram individualmente.

A coordenadora da comunicação do WMA, Nathália Ely, explica que 40 dias antes do evento foi convidada a assumir a divulgação. A oportunidade caiu de paraquedas, mas ela não desperdiçou. De início fez o que define como um “mapa mental”, onde precisou estruturar a comunicação em diferentes vias, não apenas em termos de imprensa, mas também sobre o conteúdo visual – sinalizações, coletes, crachás, entre outros – e relações públicas.

Todo grande evento gera certas dificuldades a serem superadas. Para Nathália, a principal foi um tempo para cuidar de um com representatividade mundial, pois os detalhes são muitos. Sobre críticas da mídia, a assessora concorda com algumas publicações, mas discorda de outras. Segunda ela, Porto Alegre precisa melhorar, mas há também muitos aspectos positivos a serem valorizados. “Este foi um grande teste para a Copa do Mundo. Aprendemos muitas coisas em termos de segurança e saúde”, frisa.

Se o projeto de comunicação superou as expectativas dela? Sim. “Não achei que teria tanto engajamento. Muitas pessoas que não comiam, ficavam nos estádios o dia inteiro. Não fosse a parceria com o IPA, o evento não teria tido o sucesso que teve, e o blog não geraria mais de 70 mil visualizações”. Ela previa três matérias diárias, mas a página foi além do esperado, publicando seis ou sete. “Isto mostra a grandiosidade do evento e como ele é rico em pautas. Por aqui passaram diversos exemplos de vida e mostrar o que o esporte é capaz de fazer não tem preço”, conclui.

Tarde de encerramento, hora de passar a bandeira do WMA

Na tarde deste domingo (27/10), aconteceu a cerimônia de entrega da bandeira simbólica para a próxima edição do Mundial Master de Atletismo (WMA, sigla em inglês), na França.

No último dia do WMA, o secretário do Esporte e do Lazer do Estado, Kalil Shebe, relembra o ato simbólico, em Sacramento (EUA), há dois anos, quando o Brasil foi escolhido como sede do WMA 2013. “Na oportunidade, nós recebemos também o compromisso de realizar um evento mundial com a dimensão do WMA e com uma grande responsabilidade”.

No evento, nas dependências do CETE, Kalil destacou que “entregamos a bandeira para a cidade de Lyon, na França, que sediará o próximo mundial, daqui dois anos, com a consciência de dever cumprido: o dever de receber bem, atender bem a todos, seguir rigorosamente os critérios e as regras e, se alguma coisa for necessário aprender é porque ainda somos um país jovem”.

Ao analisar o WMA 2013, o secretário destaca que “temos um pouquinho mais de 500 anos e devemos lembrar que é a primeira vez que um evento do WMA vem para a América do Sul, e que foi possível mostrar que somos um país empreendedor. Ele menciona entre as obras empreendidas, a pista de atletismo do CETE, construída, certificada e com padrão internacional em 90 dias. Também salientou o voluntariado dos gaúchos, incluindo o da Comunicação do IPA, que fez a cobertura e produzirá um documentário especial sobre o evento. E concluiu: “Se existe esforço conjunto entre todos, com certeza, nós teremos condições de fazer o Brasil ser um país de desenvolvimento e extremamente positivo”.

Quanto aos franceses, que levam para Lyon a bandeira do WMA, o secretário Municipal de Esporte e de Lazer, Edgar Meurer, deseja que “atendam os atletas com toda a cordialidade e hospitalidade que nós porto alegrenses e gaúchos temos”.

 


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