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A vez da várzea Imprimir
Escrito por Pedro Guterres e Renata Jacobsen   
Sexta, 17 de Junho de 2011 - 16:32

varzeaHá 18 anos a prefeitura de Porto Alegre passou a investir no futebol de várzea, o que movimentou ainda mais os campinhos da cidade. O Futebol amador é visto como uma forma de se encontrar bons jogadores. É o caso de Leandro Damião, atacante do Internacional, que há cerca de três anos, jogava na várzea do interior de São Paulo e hoje é um dos maiores atacantes do nosso país.

O professor Amilco Pereira Neto organizou o primeiro campeonato de várzea da Capital e hoje é gerente de Futebol da Secretária de Esportes da Prefeitura Municipal de Porto Alegre. Em entrevista, nos conta como funciona o futebol amador no município.

Universo IPA - Como era o futebol amador em Porto Alegre, antes do campeonato organizado pela prefeitura?
Amilco Pereira Neto - Quando eu entrei na Prefeitura, em 1993, existiam varias ligas em volta dos "campinhos", por toda a cidade, sendo que eram todos independentes. Como não tinha nenhuma forma de se definir como seriam novas ligas, pegamos as regiões do Orçamento Participativo e começamos a dividir e a formar ligas regionais. Além disso, dividimos em duas categorias: a veterano, acima de 35 anos, e a livre, a partir de 16 anos completos. E, assim, montamos o primeiro campeonato amador organizado pela Prefeitura.

Universo IPA - Qual é o número estimado de jogadores?
Amilco - Hoje há cerca de 20 mil jogadores em Porto Alegre, sem contar os que moram em cidades da região metropolitana e também jogam aqui.

Universo IPA - Qual era o modelo desse campeonato?
Amilco - Ficou acordado com os presidentes das ligas que o campeonato seria divido em duas partes. A primeira, a chamada fase regional, aconteceria de março a agosto, sendo que o campeão e o vice participariam da fase municipal que seria de agosto até dezembro.

Universo IPA - Como funcionam as ligas?
Amilco - Essas ligas têm o seu regimento interno, de modo que a única regra que a Prefeitura determina é que cada uma delas tenha no mínimo seis times participando, para que houvesse um verdadeiro campeonato. No mais é tudo com eles, a arbitragem, as súmulas dos jogos, as inscrições, as comissões disciplinares e o sistema de disputa.

Universo IPA - E a Arbitragem, como se organiza?
Amilco - A arbitragem se organiza de maneira própria. Durante as ligas, elas escolhem e pagam os juízes, e durante a fase sob responsabilidade do município, nós da prefeitura pagamos. Todo ano temos uma verba, de cerca de R$ 93 mil, destinada especificamente para esse aspecto. Outro ponto que a prefeitura ajuda é com palestras e cursos de formação para quem quiser ser arbitro de futebol.

Universo IPA - Existe algum tipo de Premiação?
Amilco - A premiação é sempre uma viagem patrocinada pela Prefeitura. Teve anos que até fomos para o exterior, como Argentina e Uruguai; em outros, jogamos contra campeões estaduais, como São Paulo, Santa Catarina e Paraná.

Universo IPA - O futebol feminino possui algum espaço na cidade?
Amilco - Sim, possui, mas infelizmente é muito pequeno. O campeonato estadual mal consegue colocar 20 times, e o municipal tem apenas quatro, ou seja, falta muito ainda para que as nossas meninas tenham maior espaço.

Universo IPA - Existe violência nos campos de futebol amador?
Amilco - Isso é muito complicado, nós da prefeitura não temos como cuidar de todos os campos da cidade, e vale lembrar que normalmente a violência está ligada à bebida, que nesses lugares rende um bom dinheiro. O máximo que podemos fazer é conscientizar para que se beba menos, porém, não é nada fácil!

 


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