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Superação e garra dos atletas de judô nas Olimpíadas 2012 Imprimir
Escrito por Gidiane Oliveira e Jane Silveira   
Quarta, 15 de Agosto de 2012 - 17:32

judo-gaspar-nobrega-gazeta-pressNas olimpíadas de Londres de 2012, a seleção brasileira de judô obteve um desempenho superior comparado ao ano de 2008, em Pequim, sendo considerado o melhor resultado do Brasil em competições olímpicas.

O judô é uma arte marcial fundada em 1882 por Jigoro Kano. O objetivo do esporte é fortalecer o físico, a mente e o espírito de forma integrada. A luta possui sete categorias que variam de acordo com o peso do atleta. Não são permitidas técnicas como socos e chutes, mas o atleta pode se utilizar das técnicas de projeção, imobilização, chave de braço, força e estrangulamento.

O vencedor da competição é o atleta que realizar um único ippon (golpe perfeito), ou chegar a este golpe por meio da somatória de golpes menores como o wazari e penalidades aplicadas pelos juízes. Em casos de empate, os juízes determinam o vencedor.

Nas competições olímpicas encontramos os melhores atletas do mundo e isso torna a disputa acirrada. Por esse motivo o número de lutas decididas em golder score (prorrogação de três minutos), foi muito maior do que na olimpíada passada.

Neste ano, o número de punições aplicadas em lutas aumentou. Foram 359 shido em 254 lutas, uma média de 1,41 penalidades - muito superior ao Mundial de 2011, que teve uma média de 0,85 punições por duelo (452 shido em 531 lutas).

A categoria judô garantiu ao Brasil o número de 18 vitórias em jogos olímpicos. Nessa olimpíada, o esporte contou com quatro medalhas. Felipe Kitadai (peso-ligeiro, até 60kg), Mayra Aguiar (peso-meio-pesado, até 78kg) e Rafael Silva (peso-pesado, mais de 100kg) ganharam a medalha de bronze. Sarah Menezes (peso-ligeiro, até 48kg) conquistou a medalha de ouro na disputa contra a romena Alina Dumitru.

Mesmo com a colaboração da família, amigos, médicos, fisioterapeutas e comissão técnica, a atleta Sarah Menezes contou com o acompanhamento de uma psicóloga, coisa que nem sempre acontece, segundo o professor Cid Corrêa Rodrigues Junior, faixa preta VI Dan, formado em educação física e pós graduado em educação psicomotora.

"O ideal seria existir um acompanhamento psicológico e nutricional dos alunos, mas não é o que ocorre. Muitas vezes nós temos que fazer este papel", afirma Rodrigues, que atua como professor desde 1982.

Segundo o professor, que também é responsável técnico pela AABB POA e Grêmio Náutico Gaúcho, é possível iniciar um aluno no judô a partir dos 6 anos de idade. As competições se iniciam nas classes mirins de 7 a 8 anos conforme o regulamento da Federação Gaúcha de Judô (FGJ). Em um campeonato brasileiro, por exemplo, os atletas do sub 17 realizam treinamentos em dois turnos, seis dias por semana, em um turno físico e outro técnico.

Existem características que podem definir o perfil de um bom competidor. Para Rodrigues, o judô é um esporte amador, mas é através da garra, técnica e a capacidade de suportar a carga emocional e frustrações que definem um futuro profissional do aluno de artes marciais.

 


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