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Uma vida pelo judô Imprimir
Escrito por Gabriel Guidotti   
Quarta, 12 de Junho de 2013 - 13:55

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Quando a reportagem da Agência de Jornalismo do IPA (AJOR) foi buscar informações sobre Natália Bordignon, o aviso de que se tratava de uma pessoa simpática e aberta à conversa se confirmou. A estudante, de 22 anos, é uma judoca campeã em diversos torneios nacionais e internacionais. Atualmente, ela treina e compete pela Sogipa, mas recebeu uma bolsa de estudos para o curso de Nutrição do IPA, levando a imagem do Centro Universitário para além do Rio Grande do Sul.

Aluna compenetrada, Natália começou sua carreira meio sem querer, quando tinha apenas seis anos. Em 1997, costumava assistir o irmão Daniel praticando o judô. Certa vez, foi convidada por um professor para uma participação experimental e, desde então, não saiu mais do tatame. Nesse contexto, a judoca garante que nunca teve um ídolo, salvo seu próprio irmão. “Sempre segui os passos dele”, comenta.

No esporte, a atleta apresenta um rol extenso de troféus, tendo conquistado competições dentro e fora do Brasil. Já foi oito vezes campeã de Porto Alegre, oito vezes campeã estadual, três vezes campeã brasileira, duas vezes campeã do Troféu Brasil, duas vezes campeã do torneio por equipes, medalha de prata no Campeonato Sul-Brasileiro, realizado no Equador, terceiro lugar na Copa do Mundo de São Paulo e terceiro lugar nas Olimpíadas Universitárias, promovidas na China. Nesta última, a judoca viajou representando o IPA. Há também outros títulos, mas de menor expressão.

Como premiações pessoais, Natália já conquistou alguns destaques. Em 2005, foi eleita a melhor atleta do Rio Grande do sul. Na Olimpíada Universitária realizada na China, onde carregou na manga o logo do Centro Universitário Metodista do IPA, ganhou um prêmio da Federação Brasileira Universitária como uma das melhores atletas de 2011.

Sobre o judô no Brasil, Natália enfatiza que se trata de um esporte pouco visado. Entretanto, em função do crescimento na conquista de medalhas, tem se expandido. Segundo ela, ainda é preciso melhorar tanto na questão de patrocínios dos judocas quanto na exibição pela televisão. “Se não aparece na mídia, ninguém conhece”, diz. Natália informa também que o apoio existe, mas apenas para alguns atletas. “Se você não for, no momento, um dos top de linha, você não consegue dinheiro para as competições”, conclui.

Quem não consegue o apoio, perde a motivação para seguir no esporte. Ela cita o seu próprio caso, quando uma lesão a impediu de ficar entre as melhores do mundo. Com isso, a judoca perdeu muitos torneios importantes. Natália lembra que teve três rupturas do ligamento cruzado, em três anos seguidos. “A recuperação dura cerca de oito meses; eu voltava e me lesionava de novo”, lamenta.

No IPA, a judoca recebe uma bolsa de estudos, e passou a usar o logo da instituição nas competições que participa. “Eu sempre quis cursar Nutrição e aí o IPA me procurou”. A parceria começou há pouco tempo, mas já trouxe resultados.

A partir de agora, a torcida da comunidade ipaense só tende a aumentar!

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