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Definição da sede da Olimpíada 2016 ocorre nesta sexta-feira Imprimir
Escrito por Mauricio Freitas   
Sexta, 02 de Outubro de 2009 - 10:00

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Nesta sexta-feira, dia 2 de outubro, o Comitê Olímpico Internacional (COI) decidirá dentre quatro candidatas, a cidade que irá sediar os jogos Olímpicos de 2016. Nunca o Rio de Janeiro esteve tão próximo de receber a maior competição multidesportiva do Planeta.

A disputa promete ser acirrada. Dos 106 membros do COI, 97 não possuem vínculos com as cidades e estão aptos a votar na escola da sede dos jogos. Para ser eleito, o Rio de Janeiro precisa obter maioria de votos. Caso na primeira votação nenhuma cidade atinja maioria dos votos, a menos votada será eliminada.

Apesar de ter em seu relatório questões que não agradaram muito ao COI, o Rio conta com o incentivo do governo, o apoio popular, a bela paisagem da cidade e o espírito brasileiro para sediar a Olimpíada. Caso a cidade seja escolhida para ser sede das Olimpíadas, há uma previsão de gastos de US$ 2,82 bilhões, além de uma garantia governamental de cobrir qualquer diferença no orçamento. Vale ressaltar que, em 2007, no Pan Americano, o orçamento era de 400 milhões de reais e, ao final das construções, o gasto foi 10 vezes maior.

As cidades concorrentes

A cidade brasileira tem contra si a questão da violência, além de problemas de logística e na rede hoteleira, a proximidade da Olimpíada com a Copa do Mundo de 2014, sediada também no Brasil. Mesmo assim, o Rio de Janeiro desponta como favorita perante as demais pela sua beleza natural, pelo incentivo do governo brasileiro e apoio da população carioca, além do fato de o Brasil ter sido um dos países menos afetados pela crise econômica mundial. Também favorece a cidade carioca o fato de a América do Sul nunca ter sediado a maior competição multidesportiva do planeta.

Chicago

A cidade norte-americana, pretende levar novamente para a maior potência do mundo os jogos Olímpicos. A grande vantagem desta candidata é a proximidade dos centros esportivos. A maior parte das instalações estariam dentro de um raio de 8 km do centro da cidade. Também pesa a seu favor o fato de o presidente Barack Obama ser natural de Chicago e de estar previsto o maior orçamento dentre todas as cidades-sede. O seu principal problema é o transporte público e a falta de garantias do governo para cobrir eventuais diferenças no orçamento do evento. Também pesa contra Chicago o apoio popular limitado.

Tóquio

Buscando levar a segunda Olimpíada para o Japão, a capital japonesa conta com a previsão de grandes investimentos em infraestrutura para ser escolhida como cidade-sede da Olimpíada. O transporte público desenvolvido e a localização dos centros esportivos também favorecem a cidade japonesa. Porém, a falta de apoio dos habitantes da cidade, a ausência de detalhamento no projeto apresentado ao COI e a Recessão Econômica podem atrapalhar as pretensões japonesas de sediar a Olimpíada de 2016.

Madri

Derrotada na escolha da cidade-sede de 2012, Madri, a capital espanhola, tem como trunfo para sediar as Olimpíadas o grande apoio popular dos moradores que se aproxima de 85%. A mobilização política para transformar Madri em sede dos jogos também favorece a cidade que promete oferecer instalações modernas para os participantes. Apesar disso, por ter o menor orçamento para realizar os jogos, uma legislação reprovada pelo COI contra dopping e a proximidade dos jogos em Madri com os de Londres, em 2012, podem dificultar a campanha dos espanhóis.

 


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