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Paris não tem nuvens Imprimir
Escrito por Jorge Santana   
Quarta, 09 de Novembro de 2011 - 15:20

paris-nuvensEntre os dias 28 de setembro e 3 de outubro de 2011, estive em Paris pela primeira vez para fazer turismo. Foram seis dias de sol a pino e 30 graus centígrados. Paris não tem nuvens – não as vi.

A impressão que se tem ao andar pelas ruas é de uma volta no tempo. A arquitetura da esmagadora maioria dos prédios remonta a séculos passados. Trata-se de uma cidade prática e inteiramente preservada tanto pelos seus habitantes quanto pelos governantes. Com esta visão panorâmica de Paris aprendi, através de muitas lições, o que é preservar o patrimônio histórico.

O metrô, além de eficiente, é democrático. Anda pobre e anda rico. E, em se tratando de Paris, anda preto, branco, com gente literalmente do mundo todo, uma Babel. Percorrem-se grandes distâncias no metrô e comprova-se, por vezes, que os franceses não gostam de banho. E a justificativa está no ar. A única pessoa, na viagem inteira, em que pude sentir o perfume francês foi da minha mulher. Talvez os franceses usem perfumes importados! (brincadeira).

A comida mais barata é o sanduíche – e já é uma delícia, então, imaginem o resto. Aliás, descobri na França que lá o pão francês se chama baguette e não pão francês!

Dizer que os franceses não gostam de falar inglês é mito. E nem poderia ser diferente já que Paris é uma das capitais mundiais do turismo. Não só comerciantes, mas também seus moradores, nos informavam simpaticamente na língua de Shakespeare. E quando eu falava inglês, eles diziam no ato: Brasil! Ora, que inglês bom o meu, a ponto de as pessoas reconhecerem a procedência! Creio que a presença de muitos brasileiros na Cidade Luz contribui para essa identificação certeira.

Nas ruas, uma incrível diversidade de raças. Tropeça-se em chineses e esbarra-se em muçulmanos. Pardón! E nos museus, crianças de 6 e 7 anos têm aulas de arte sentadas à frente de um Picasso, ou Van Gogh. Nunca vi tanta gente lendo ao ar livre. E também desperta atenção o número de galerias de arte expondo peças de civilizações exóticas. Concluo que o francês gosta do exótico, daí a simpatia pelo Brasil e a antipatia pelos Estados Unidos.

As ruas são limpas. Não há engarrafamentos. Deve haver problemas, pois os protestos na Europa atestam isso, mas o que funciona chama muito a atenção.

A Torre Eiffel é monumental, belíssima. A igreja de Notre Dame, deslumbrante. O Pensador, de Rodin, é perfeito, parece gente. E a Mona Lisa... Bom, a Mona Lisa é um capítulo à parte. Possui cores que, de tão lindas, parecem não existir na natureza. Seus olhos se mexem. É incrível o efeito obtido por Da Vinci, pois ela nos encara direto nos olhos, desconcertante. E seu sorriso... Não sabia se ela sorria pra mim ou de mim, se era amigável ou sarcástica. Um enigma indecifrável. Como é que ele, Da Vinci, fez isso?

A Mona Lisa valeu a passagem, como de todo, o resto. Ainda bem, até porque ela será paga em nem tão suaves prestações. Au revoir!

 


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