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Escrito por Anselmo Cunha   
Segunda, 19 de Dezembro de 2011 - 21:01

susepe-ipaO Projeto Juventude Encarcerada, da Superintendência dos Serviços Penitenciários (Susepe) divulgou nesta sexta-feira (16/12), a criação da Coordenadoria da Juventude, uma ação que pretende valorizar a política de atenção ao jovem infrator, através de ações sociais. O evento, que tem como parceiro o Curso de Extensão "Direitos Humanos na Prisão" do IPA, através do professor e coordenador Celso Rodrigues e da professora Vanessa Chiari Gonçalves, foi realizado no Auditório da Biblioteca, na Unidade Central do Centro Universitário Metodista – IPA.

A criação da Coordenadoria da Juventude é uma forma de buscar diálogo com os jovens presos e aqueles que estão em situação de risco. De acordo com o superintendente da Susepe, Gelson Treiesleben, o projeto servirá para aproximar o Estado dos cidadãos, através de ações sociais e de incentivo à cultura, como na criação do "Mc's para a paz", um movimento de incentivo ao Hip Hop. "A gente sabe que o Hip Hop entra onde o estado não consegue chegar", explica o superintendente.

De acordo com dados trazidos pela mediadora, psicóloga da Susepe Fernanda Bassani, 48% da população carcerária do nosso Estado é jovem, entre 18 e 29 anos, e chega à prisão, "com um misto de sangue no olho e muita violência no corpo; com a mandíbula trancada e desnorteado". Também descreveu que costuma escutar do preso:" doutora, tem um motim na minha cabeça". Para ela, o Projeto Juventude Encarcerada é uma forma de de interromper o ciclo da violência que repercute na sociedade.

Para a pró-reitora de Ação e Extensão Comunitária do Centro Universitário Metodista do IPA, professora Vera Maciel, este projeto "realimenta a graduação, numa casa que pensa gênero e direitos humanos". Ela justificou o zelo institucional com os direitos humanos, ao ressaltar a importância da doutrina do líder precursor do movimento metodista, John Wesley.

Durante o evento ocorreu o painel "Juventude Encarcerada, Violência e Inclusão Cidadã", uma mostra da realidade dos jovens nos presídios e da dificuldade de lidar com o preconceito após o cárcere. Dele participaram o diretor do Departamento de Execução Penal da Susepe, Mario Pelz, o presidente da Central Única das Favelas (CUFA/RS), Manoel Soares, e o ex-detento e integrante do projeto Mc's para a Paz, Rodrigo dos Santos, o qual, além de relatar a sua trajetória no presídio, explicou como o trabalho da Susepe ajudou na sua reabilitação.

"Na prisão eu vi coisas que eu nem imaginava. Vi violência e morte, e só pensava em sair dali", descreveu Rodrigo, ao relatar a realidade das penitenciárias por onde havia passado. Ele também comentou sobre a contribuição do projeto para a a sua vida. "O Mc's para a paz me trouxe várias oportunidades. É lá que tem os melhores profissionais para tratar dos presos".

Ao final do evento, os membros do Mc's para a Paz fizeram um pequeno show de rap e break para o público. Os rappers e mc's participantes do projeto foram homenageados pelo desempenho no processo de reabilitação.

 


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