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Capa Memória Geral O impacto das redes sociais
O impacto das redes sociais Imprimir
Escrito por Gisele Gonçalves da Silva e Gabriel Guidotti   
Sexta, 30 de Novembro de 2012 - 16:39

redesFacebook, Twitter, Instagram. Quem ainda não os conhece, ao menos ouviu falar? Sites de relacionamento como esses surgem a todo instante e acompanham o crescimento acelerado da Internet. O mercado virtual brasileiro já é o terceiro do mundo em acessos às redes sociais e elas estão mudando a forma como as pessoas interagem entre si. Logo, as relações antes restritas ao campo convencional e pessoal transmutam e passam a coexistir no campo virtual.

As redes sociais devem ser utilizadas com um devido cuidado, mesmo que os efeitos decorrentes do seu uso excessivo ainda não tenham comprovação científica. O professor de pós-graduação em Psiquiatria da UFRGS, Christian Kieling, afirma que, como as demais tecnologias inventadas pelo ser humano, há pontos positivos e negativos. "Do mesmo modo que o uso excessivo de redes sociais pode afastar a pessoa de suas atividades diárias, pode promover a reunião off-line daqueles que há muito não se encontravam".

O professor parte do pressuposto de que pensamentos, emoções e comportamentos se relacionam o tempo inteiro, sendo conseqüências de padrões de atividade cerebral. Assim não haveria dúvidas que o uso de redes sociais online em excesso impactam o cérebro humano. "Como mensurar esse efeito é um desafio", acredita.

Consoante a este pensamento, o psicólogo clínico Fernando Nocchi destaca que ainda não existe um consenso sobre a dependência virtual. Nochi ainda afirma que enquanto não se chega a uma conclusão sobre quais critérios podem ser universalmente utilizados, especialistas costumam avaliar o prejuízo significativo na vida do indivíduo – acadêmico, social, familiar – como um dos principais marcadores do transtorno. "Esse enfoque, embora não tente explicar o motivo do problema, permite ao terapeuta maior liberdade para uma compreensão diagnóstica e formular planos específicos para cada paciente", explica.

Com mais incidência entre jovens, as redes sociais entraram de vez também no ambiente escolar. Seja no celular, no ipad ou no notebook, professores espalhados em colégios e faculdades têm encontrado dificuldades quando o assunto é concentrar a atenção de seus alunos.

Atento ao advento dos sites de relacionamento, o professor de História Mauro Paiva constata que o uso dos recursos da internet é uma questão de educação. Para ele, o segredo é estimular o uso das redes não como opositoras, mas sim como complementares. "Do mesmo modo que as redes sociais podem viciar, elas também aparecem como uma nova ferramenta para despertar o senso críticos dos jovens, principalmente no que toca à política brasileira", argumenta.

Opiniões sobre o assunto

Lucas Reis, Jornalismo.
"Eu passo em torno de cinco horas por dias na redes sociais e me considero sempre a mesma pessoa. Em geral, as coisas que posto têm muito das minhas opiniões pessoais que expresso com quem me relaciono".

Maria Clara Gasperini, Relações Públicas.
"Admito que passo praticamente 24 horas nas redes sociais e permaneço sendo sempre a mesma pessoas. Quando não consigo acessar meu facebook, instagram, foursquare, Twitter, fico angustiada por não saber o que está acontecendo".

Carolina Lemos Dias, Publicidade e Propaganda
"Em dias de semana, passo 15h em média nas redes sociais. Finais de semana varia muito. Quando não posso acessar, fico um pouco ansiosa no início, mas depois procuro uma outra atividade para fazer".

Jenifer Roessel, Relações Públicas.
"Passo em torno de 4 horas por dia nas redes sociais. Procuro ser reservada a respeito da minha vida pessoal tanto dentro quanto fora delas. Quando não posso acessar, me sinto um pouco deslocada do mundo e desinformada sobre o que está acontecendo".

Dulce Helena Cardoso, Publicitária
" Eu não tenho uma conta no Facebook e continua viva", nem todo mundo está disposto a participar do maravilhoso mundo encantado dos usuários do Facebook,, que é de uma felicidade tão tocante, tão barata e tão falsa como um flor de plástico.

 


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