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Capa Memória Geral Desde o início, a paixão pelo rádio
Desde o início, a paixão pelo rádio Imprimir
Escrito por Gabriel Guidotti   
Quarta, 29 de Maio de 2013 - 15:00
Felipe vieira
O jornalista Felipe Vieira, da Rádio Guaíba, visitou o IPA na terça-feira (28) para um bate-papo com alunos da cadeira de Projeto Experimental III, ministrada pelo professor Léo Nuñez. O profissional falou de suas experiências em veículos de comunicação importantes, como a RBS, Bandeirantes e, atualmente, no Grupo Record. O encontro ocorreu no Laboratório de Áudio, às 19h30, e partiu de um convite da aluna Cristine Loureiro.
 
Formado pela PUCRS em 1991, Felipe Garcia Vieira começou no rádio aos 13 anos, em 1979, na Sobral, de Butiá, como ouvinte. Tanto participou da programação que foi convidado pela emissora a ser repórter esportivo. Em 1990, depois de passar pela Rádio Charqueadas FM, assinou com a Rádio Gaúcha. Na RBS, ainda trabalhou na 102 FM, TVCOM e RBSTV. Em 1999, se transferiu para o Grupo Bandeirantes, onde atuou na TV, na Rádio AM e na Band News Fm. Doze anos depois, em 2011, foi para a Rádio Guaíba.
 
Trajetória
 
Ao comentar a sua trajetória, o radialista conta que era um “chato” na busca pela informação, o que lhe ajudou a crescer na carreira. Quando estudava na PUCRS, foi informado que a RBS estava fazendo uma seleção para composição de 35 vagas. Segundo Felipe, das 35 ofertadas, 17 queriam ingressar na televisão e 17 queriam trabalhar no jornal. “Apenas eu desejava o rádio”. O jornalista fez uma prova e foi aceito para trabalhar na empresa.
 
Na RBS, Felipe Vieira permaneceu nove anos. Ele lembra que era o número dois da Rádio Gaúcha, substituindo, sempre que necessário, os âncoras dos programas. Na Bandeirantes, apresentou o programa radiofônico “Ciranda da Cidade” e, no telejornalismo, o “Jornal da Bandeirantes”. Entretanto, após 12 anos de casa, concluiu que precisava se desafiar. “A grande graça da profissão é o desafio. Quando você fica estático, você perde o ritmo”. E então partiu para a Guaíba, com o objetivo de melhorar a audiência.
 
Felipe vieira2
 
A pauta se repete
 
Durante o bate-papo, Felipe Vieira comentou que sempre teve gosto pelo rádio. Ele diz que não tem empatia com a TV, apesar de empregos em sua carreira terem exigido sua presença nesta plataforma. Como dica, garante que não conquistou a sua posição no jornalismo à toa. Tudo partiu de um processo constante de busca pelo conhecimento. Nesse contexto, recomendou aos alunos muita leitura. “Leiam, leiam muito, desde a bula do remédio até um livro”. 
 
O profissional ressaltou que todos os dias a história vai se repetir, sendo também, o Jornalismo, uma profissão de rotina. “A pauta se repete”, comenta. E lembrou o caso da boate Kiss, que fez a informação se mexer. “Espero que não aconteça de novo, mas fez o Jornalismo se mexer”. Ao lembrar-se da tragédia, enfatizou que muitas publicações tiveram de ser desmentidas posteriormente, garantindo que o compromisso do jornalista não é dar a notícia na frente, mas sim dar a notícia mais qualificada.
 
Perguntas
 
Ao final de sua explanação, o jornalista se colocou à disposição para questionamentos dos alunos.
 
Atualmente percebes a diferença entre as frequências AM e FM?
 
Felipe Vieira – A Lei fala que duas rádios não podem ter a mesma programação em duas frequências. Mas quem se arriscaria a bater de frente com a Globo, Bandeirantes, entre outras? A única diferença hoje é a qualidade do som, pois a AM decaiu nos últimos anos. Em termos de conteúdo, é tudo igual.
 
Caso teu chefe te obrigasse a fazer um programa o qual não te julgas preparado, mesmo assim, tu o farias?
 
Vieira – Não faria, mesmo que me apontassem o contrato. Por exemplo, se me colocassem para fazer o que o Mota faz, eu não conseguiria. Ele e o Datena, por exemplo, são pessoas que tem uma linguagem do público; são profissionais sensacionais. Se eu estivesse no lugar deles, a audiência da empresa, assim como minha carreira, afundaria. Há coisas que são inegociáveis, pois, simplesmente, não são para ti.
 
Como tu lidas com o jornalismo e a emoção?
 
Vieira – É difícil conter a emoção. Eu, por exemplo, sou um chorão compulsivo. Já chorei várias vezes no ar. Chega a ser ridículo. Certa vez, minha mãe me viu em lágrimas e disse: “ridículo”. Um homem grande como eu chorando daquele jeito. Mas é difícil, há pautas que realmente mexem com a gente.
 


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