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Agosto começa com blocos de lutas na rua Imprimir
Escrito por Rubem Rocha   
Quinta, 08 de Agosto de 2013 - 17:36

blocoO Bloco de Luta Pelo Transporte Público saiu às ruas novamente, na noite de quinta-feira, 1º de agosto, para pressionar o prefeito José Fortunati a encaminhar dois projetos de lei à câmara de vereadores sem que haja alterações.

Depois de conquistar a redução da tarifa do transporte público de Porto Alegre, seguido da ocupação a Câmara de Vereadores durante oito dias, onde se debateu em assembleia com os demais ocupantes os itens que integraram dois projetos de lei, um que visa garantir passe livre para estudantes, desempregados, indígenas e quilombolas e outro para abertura de contas do transporte público, o Bloco de Lutas retornou às ruas e contou com a participação de mais de mil pessoas, que visavam garantir o encaminhamento do projeto ao Legislativo.

A concentração teve início, como de costume, em frente ao Paço Municipal. Por volta de 19h30 o grupo começou a se deslocar pelas ruas do centro. Não se via bandeiras de partidos políticos, embora o Bloco tenha recebido apoio de vereadores como Fernanda Melchionna e Pedro Ruas, ambos do Partido Socialismo e Liberdade (PSOL). Em uma grande faixa lia-se “Os vândalos estão no poder”, ironizando a denominação utilizada por políticos e formadores de opinião sobre alguns atos ocorridos durante os protestos. Um grande estandarte estampava o rosto do guerrilheiro Carlos Marighela, assassinado pelos militares durante a ditadura. 

Durante o trajeto, o grupo, que parecia já ter rompido a casa da centena em número de participantes, passava sob o camelódromo cantando “somos o povo, e o passe livre os ricos vão pagar”, o que remete ao artigo 6º do projeto de lei que defendem, onde o Fundo que possibilitará o passe livre será composto por recursos provenientes da arrecadação de impostos de shopping centers, estacionamentos, bancos privados e grandes empreendimentos imobiliários. Houve queima de fogos de artifício, enquanto o canto era puxado por um carro de som que se deslocava à frente dos manifestantes. 

Por volta das 20h15, a marcha saía da Av. Borges de Medeiros e entrava na rua Jerônimo Coelho, local onde em outros dias de protesto foi palco de grande conflito entre policiais e manifestantes, por se tratar de via de acesso ao palácio da justiça e câmara de vereadores. Diferente de outros dias, não havia bloqueio policial e a marcha pode seguir em direção à praça da matriz, local próximo ao prédio onde mora o prefeito José Fortunati. O carro de som anunciava que no oitavo andar do prédio da calçada vizinha do Palácio da Justiça, encontrava-se em casa, naquele momento, o Prefeito de Porto Alegre. 

A manifestação ficou concentrada em frente à residência do prefeito. Enquanto cantavam “Fortunati, eu quero ver, o passe livre em Porto Alegre acontecer”, foi ateado fogo em um boneco que representava o prefeito. O fogo foi alimentado por pedaços de madeira e deu origem a uma fogueira na esquina das ruas Jerônimo Coelho e Espírito Santo.

 Alguns manifestantes portavam uma bandeira do grupo de estratégia de conflito urbano, o black bloc, em frente ao Palácio da Justiça, onde havia grande concentração de policiais da choque. Também na altura da Catedral Metropolitana, policiais do  choque se concentravam. 

Pouco antes das 21h, os manifestantes se deslocam de volta para a prefeitura. Em alguns pontos da Avenida Borges de Medeiros, um grupo tentou quebrar as vidraças de um banco, sem sucesso. Um estabelecimento comercial foi apedrejado, e no microfone do carro de som alguém avisava que havia trabalhadores dentro do prédio. Em seguida os ataques pararam. Alguns manifestantes gritavam: “Ei, P2, vaza dessa marcha”, se referindo ao grupo de inteligência da Brigada Militar, que segundo manifestantes, atua infiltrado nas manifestações.

Antes das 21h30 o grupo já se concentrava em frente à prefeitura para encerrar o ato do dia. 

 


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