banner multi
Capa Memória Geral IPA sedia o 1º Seminário Internacional de Prevenção em Segurança de Máquinas
IPA sedia o 1º Seminário Internacional de Prevenção em Segurança de Máquinas Imprimir
Escrito por Gabriel Guidotti   
Segunda, 11 de Novembro de 2013 - 19:02

ipa17O Centro Universitário Metodista do IPA sediou o 1º Seminário Internacional de Prevenção em Segurança de Máquinas, na quinta-feira (07). O principal objetivo do evento foi analisar como a Norma Regulamentadora 12 (NR12), que trata segurança no trabalho em máquinas e equipamentos, é vista pelos estrangeiros, em especial a comunidade europeia e americana. A iniciativa é uma parceria do curso de Engenharia de Produção com a empresa Automasafety, que atua no setor.

Para um debate ampliado sobre o tema, o Seminário incluiu três enfoques básicos: possibilitar a discussões de segurança, tanto de trabalhadores quanto da produção, comparando a NR12 com o enfoque internacional; integrar visões de profissionais de diferentes áreas do conhecimento e de diferentes contextos geográficos mundiais, além de permitir o aprendizado contínuo tanto de acadêmicos quanto de profissionais da área. Para qualificar as discussões, participaram especialistas nacionais e internacionais em prevenção de equipamentos, bem como representantes de organizações governamentais e entidades interessadas no assunto.

A discussão do Seminário se prendeu às normas internacionais, que preconizam critérios diferentes das brasileiras, logo, quando ocorre a importação ou exportação, os equipamentos precisam ser modificados conforme a legislação vigente. A adaptação às realidades de diferentes países, entretanto, aumenta consideravelmente os custos de produção.

Abertura tem autoridades ipaenses

Em um primeiro momento, ocuparam a mesa o reitor do Centro Universitário Metodista do IPA, Roberto Pontes da Fonseca, o coordenador do curso de Engenharia de Produção, Cláudio Bastos Sikilero, a coordenadora de Extensão Comunitária e Graduação Latu Sensu, Vera Elaine Marques Maciel e o professor Norberto Garin, ex-reitor da instituição. Também esteve presente o diretor presidente da Automasafety, Vladimir Kuse.

Na abertura do evento, Vladimir lembrou que uma de suas motivações para apoiar a realização do Seminário foi um episódio na Itália, onde em contato com engenheiros do país recebeu a seguinte pergunta: “Por que nossas máquinas não são aceitas no Brasil?”. Desse modo, em parceria com o IPA, a Automasafety trouxe especialistas que podem por fim às dúvidas dos trabalhadores da área. “O objetivo é mostrar que máquinas seguras são possíveis”, concluiu. O reitor Roberto, representando o IPA, apontou o grande desafio de discutir a prevenção em segurança de máquinas. “Pensando na construção desses equipamentos, nós precisamos pensar também em quem vai manuseá-los”. Para ele, o Seminário é uma prova do respeito às pessoas que trabalham no setor. “Precisamos cuidar para que elas não se machuquem”, assinalou.

As soluções para a segurança

Iniciando os painéis, o diretor da Pilz no Brasil, Aitemar Fernades, garantiu que objetivo do Seminário não é falar de produtos, mas sim de soluções. E perguntou: “como está o mundo em relação às normas de segurança?”. Para ele, ninguém consegue ser especialista na NR12, pois ela é muito ampla, de modo que o trabalho precisa ser feito de forma analítica e consciente. Na mesma linha, o gerente de Prospecção de Negócio na América Latina da Omron, Alfredo Seffair, conjecturou a respeito da necessidade de segurança para o trabalhador destacou os motivos que qualificam a prevenção. Estabeleceu também as diferenças entre as diretrizes americana e europeia, ao comparar as principais normativas e inserir o Brasil no meio. Sobre a NR12, Alfredo ressaltou que a consolidação de automação somada à segurança está caminhando para uma só plataforma, sendo este um caminho necessário.

Para encerrar o painel, o italiano Alessandro Guidi, engenheiro de Aplicação da Metal Works, informou que a filosofia de segurança de máquina cresceu, nos últimos anos. Mundialmente, apontou o crescimento nas solicitações de segurança chegam, o que denota um futuro promissor para o tema. Assim também comentou o gerente comercial da empresa Bosch Rextroth, Paulo Renato Franz, que discutiu a NR12 na visão de sua empresa.

A legislação na área

Após um saboroso coffee break, o segundo bloco contou com especialistas que explicaram as imprecações jurídicas de segurança no trabalho. O diretor da Blauth Brasil, Emilio Blauth, assinalou a capacidade de mudança das empresas, mesmo que o processo de adaptação às normas seja custoso. “Quem quiser, troca. Não importa o tempo que leve, pois um dia a gente termina”. Em seguida, subiu ao palco o engenheiro Lúcio Debarba, representante da Superintendência do Trabalho do Rio Grande do Sul, que falou sobre dispositivos legais de proteção ao trabalhador. Na palestra, retomou os precedentes de criação da NR12 - onde convenções coletivas de operários declararam urgentes as medidas de prevenção para a segurança no processo de automação - além de exibir dados de acidentes relativos ao ano de 2012.

Em nome do Judiciário, o diretor da Justiça do Trabalho no Rio Grande do Sul, Marcelo Lucca, discorreu sobre o tempo de um processo trabalhista, cuja prestação jurisdicional pode levar décadas para ser acolhida. Destacou, assim, a importância de mecanismos eficazes que evitem acidentes e não gerem novas demandas judiciais. 

Galeria de fotos

Video

Confira um vídeo com imagens e depoimentos do evento.

 


Notícias relacionadas


Expediente

Mapa do Site :: Portal Universo IPA - 1º lugar na Intercom Nacional de 2008 :: Expediente
Creative Commons © 2005-2013 :: AJor - Agência Experimental de Jornalismo IPA