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Capa Memória Geral Moradores do bairro São João, de Porto Alegre, convivem com insegurança e violência
Moradores do bairro São João, de Porto Alegre, convivem com insegurança e violência Imprimir
Escrito por Dóris Rolim,Guilherme Neto e Nícolas Andrade   
Terça, 25 de Novembro de 2014 - 14:06

10799695 805288416203348 1812075184 nOs moradores do bairro São João enfrentam, há muito tempo, problemas com segurança. A comunidade relata histórias de assaltos, furtos e falta de policiamento. Protestos e manifestações por melhoras já foram feitos, mas o problema persiste.

Bárbara Teixeira, publicitária, que trabalha no bairro há mais de dois anos, se diz insegura em circular pela região do São João. "A gente tem relatos do porteiro, por exemplo, que já presenciou furtos na parada de ônibus. A rua é pouco iluminada e a gente só vê policiamento em datas específicas", conta Bárbara que ainda brinca sobre o número de policiais na rua: "Trabalhando aqui há dois anos, talvez eu tenha visto duas ou três vezes a viatura da Polícia aqui na rua de trás e era na frente da padaria então não sei se estavam cuidando ou lanchando".

O problema não é novidade. No período entre 2012 e 2013, um levantamento da Rádio Gaúcha apontou que a avenida Mariland, que cruza o bairro, registrou 57 carros roubados. Comparada a outras grandes vias de Porto Alegre, a Mariland só fica atrás de Assis Brasil e Protásio Alves no número de ataques.

Um ano antes, alunos do Colégio João Paulo I bloquearam a avenida Assis Brasil pedindo mais policiamento nas paradas de ônibus próximas ao local.

A Sogipa, tradicional clube da capital, teve dois caixas eletrônicos arrombados por bandidos, no dia seis de novembro deste ano. Segundo reportagem da Zero Hora, foram pelo menos 10 criminosos que participaram da ação que rendeu nove seguranças no local. De acordo com a mesma reportagem, em 2012,três homens armados já haviam tentado assaltar o clube e trocaram tiros com a polícia levando risco aos moradores próximos ao local. Em ambas as ocasiões, ninguém foi preso.

As ondas de assalto e violência que atormentam a comunidade do São João já estão sob os olhares da Polícia Civil, porém, a solução para este assunto não é tão simples.

O problema, segundo o supervisor da 4ª Delegacia de Polícia da Capital, Lindomar Souza, não é exclusivo da comunidade do São João. A violência no local, na sua opinião, é reflexo de uma crescente onda de criminalidade em Porto Alegre, principalmente na zona norte. "A zona norte por ser um local de fácil acesso à fuga para sair da cidade é um local que apresenta em média 40 ocorrências por dia, cerca de 12 mil ocorrências, só em 2014".

O grande número de ocorrências por toda a cidade dificulta ações da Polícia. "Não tem uma área específica para fazermos ações preventivas. A criminalidade, em virtude da punição branda e da legislação brasileira, ela se migrou para todo lado, não tem uma quadrilha específica qualquer bandido passa a ser um homicida em potencial", destacou Souza.

Enquanto a Polícia Civil ainda estuda como combater os crimes, a comunidade do São João aguarda, receosa, por uma solução.

* Alunos da disciplina de Comunicação Comunitária, do Jornalismo IPA. A reportagem é fruto de dois artigos publicados no site criado pelo trio para tratar de assuntos relativos à comunidade.

Para acessar: htps://meubairrosaojoao.wordpress.com

 


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