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Capa Memória Geral A arte da mochilagem: dicas de viagens de baixo custo e grandes emoções para alunos do Turismo IPA
A arte da mochilagem: dicas de viagens de baixo custo e grandes emoções para alunos do Turismo IPA Imprimir
Escrito por Moisés Machado   
Terça, 16 de Junho de 2015 - 11:10

Além de carregar uma mochila nas costas e se hospedar em hostel, o mochileiro vai longe, muito longe! Com o objetivo de mostrar o que é a arte da mochilagem, os alunos da disciplina de Organização de Eventos, do curso de Turismo do IPA, promoveram um bate-papo sobre ‘O mundo em minha mochila’.

Na noite de quinta-feira, 11/06, o auditório Oscar Machado lotou para ouvir Nathália Oliveira e Henrique Cardoni, compartilharem experiências vivenciadas em viagens pelo mundo. Particularidades, fatos curiosos e engraçados, e, claro, dicas de como aproveitar ao máximo a viagem e gastar o mínimo possível, foram o objetivo do evento.

Arquiteta e urbanista Nathália Oliveira, ao final de um intercâmbio no Uruguai, teve a oportunidade de viajar com cerca de 300 alunos uruguaios por 20 países. Ao destacar o “Top 3” dos lugares que conheceu, Nathália destacou: Turquia, Vietnã e Japão, e evidenciou um carinho especial à “terra do sol nascente”, graças às pessoas que lá encontrou. “Não houve nenhum japonês grosseiro. Eles são muito corretos, tem uma cultura muito diferente da que estamos acostumados”. E ao definir um mochileiro destacou: “Não é andar com uma mochila nas costas, vestido como mendigo: é um estado de espírito”.

O publicitário Henrique Cardoni lembrou que a sua paixão por viagens é herança de família, pois desde criança sempre viajou com os pais e a irmã. Já percorreu diversos lugares do mundo. Em 2008, Henrique e mais dois jovens amigos fizeram um mochilão pela Europa. Depois visitou: Argentina, Uruguai, Chile, Israel, Estados Unidos e vários outros locais.

A dupla ouviu questionamentos sobre as barreiras com o idioma, e Henrique destacou um fato curioso: “O francês, fala inglês, mas não gosta de falar”. Já Nathália frisou que, embora não fale inglês fluentemente, sua única dificuldade linguística foi na China, pois os caracteres chineses (sistema de escrita do chinês) são incompreensíveis, e quase ninguém fala inglês.

A gastronomia nos locais visitados, custos de uma viagem, planejamento e choques entre culturas, também foram temas de destaque no encontro.
Curiosidades

Os mochileiros, ao responderem questões formuladas pelos alunos, destacaram alguns fatos curiosos. Segundo Nathália, ao visitar a Índia, ficou muito preocupada com a questão cultural em relação à mulher estrangeira. “Os olhares masculinos são muito agressivos. Tu te sentes olhada o tempo todo, perseguida e esse olhar envolve toda uma questão de desejo”. Ainda completou, “nunca fiz nada sozinha lá. Sempre usava muita roupa, calça, mantas, manga longa”, disse.

Nathália e Henrique partilharam da mesma opinião em alguns aspectos, como em relação à privacidade perdida, ao dividir o quarto com mais pessoas nos hostels. Henrique frisou que “Todos pensam que é ruim fazer um mochilão, por causa do desgaste, mas tu te acostumas. O que incomoda, depois de um tempo, é a falta de privacidade”, dificuldade compartilhada com Nathália, que concorda com o colega.

Quando a temática foi o Reino Unido, foram taxativos: “é muito caro!”. Nathália contou que optou por fazer apenas uma refeição por dia e dormir em barraca, em função dos altos preços encontrados na terra da Rainha. Henrique ressaltou que a Libra, moeda do Reino Unido, é mais cara que o Euro, encarecendo a estadia por lá. Em contrapartida, afirmou que o Egito é um lugar muito barato de se visitar.

No quesito, Estados Unidos da América, a dupla chegou ao consenso de que nem tudo são rosas na terra do Tio Sam. “Eu vi cidadãos americanos tratando muito mal as pessoas de língua espanhola. Essa ideia de que os americanos se acham donos do mundo, é bem verdade”, salientou a arquiteta. Por sua vez, ao falar da maior potência econômica mundial, o publicitário mochileiro Henrique, ressaltou que os Estados Unidos tem muito dinheiro, mas é um país muito segregado, pois “tem o bairro, gay, o bairro negro... enfim, tu atravessas a rua e parece que trocou de cidade”.

Nathália, quando questionada sobre o valor total de sua viagem, respondeu não saber precisar, mas informou ter comprado uma “passagem de volta ao mundo”, que inclui diversos voos comprados numa única vez, e que permitem o viajante fazer a volta pelo mundo, ao preço de US$ 7 mil dólares. Entretanto, não soube precisar o custo total da viagem, incluindo hospedagem, alimentação e demais despesas.

O evento

Os alunos responsáveis pela organização do evento buscaram patrocinadores para a solenidade e, com isso, sortearam brindes, entre os quais, um curso de Inglês de quatro semanas no Canadá, financiado pela Agência Experience. Quem participou contribuiu com alimento não perecível, que destinado a instituições sociais e de Educação Infantil da Igreja Metodista. Ao final, todos os presentes puderam participar de um delicioso coffe break.

O Projeto

Titular da disciplina de Organização de Eventos, professora Elenara Vieira é a responsável por desenvolver com os alunos o projeto. A mestra salientou que o objetivo é de fazer com que os alunos, ao fim do semestre, estejam aptos para saber o que compõe a organização de um evento, desde seu projeto, passando pelo brieffing, até a execução e o relatório posterior, com o feedback, tanto dos participantes, quantos dos alunos. A ideia é que desenvolvam algo relacionado ao Turismo, vinculado às disciplinas do curso ou de outro.

 


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