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Jornalismo e Publicidade: como combater o ódio na internet? Imprimir
Escrito por Gabriel Guidotti. Fotos: Luiz Guilherme Faleiro Pereira   
Quinta, 02 de Julho de 2015 - 17:03

Potencializado pela internet, o preconceito se institucionalizou na vida das pessoas, incitando inúmeras manifestações de ódio nas redes sociais. Atento a essa realidade, o IPA acolheu, na noite de quarta-feira (01.07), um debate sobre a cultura da intolerância que cresce no Brasil. O encontro contou com o publicitário – e também jornalista – Alfredo Fedrizzi, diretor da Agência Escala, e do jornalista Moisés Mendes, colunista da Zero Hora e comentarista da Rádio Gaúcha. O professor ipaense Marcos Rolim mediou a conversa.

O objetivo do encontro foi questionar o que a Publicidade e Propaganda e o Jornalismo podem fazer para conter a cultura do ódio. Nesse sentido, Fedrizzi destaca a importância dos veículos de imprensa como formadores de opinião. Ele discorda dos pessimistas que consideram preocupante o momento vivido pela comunicação. Indica, sim, a necessidade de reformulação para atender as novas demandas, isto é, modificar formatos a fim de se manter competitivo. “A TV ia matar o rádio”, compara.

O convidado exibiu alguns comerciais e peças de marcas em que o preconceito é o tema central, demonstrando o posicionamento integrador adotado por grandes empresas. Ademais, ele não deixa de se impressionar. Fedrizzi diz que, recentemente, foi adicionado em um fórum na web para discussões sobre política. “Eu me assusto com as opiniões que leio”, frisa. Ele considera grave a cultura do ódio, mas vê oportunidades na área de comunicação, sobretudo para jornalistas. “A saída para o Jornalismo é cada vez mais se posicionar, manifestar opinião”, conclui.

Adicionando uma visão de veículo de comunicação ao debate, Moisés Mendes explica que, como repórter, acompanhou uma série de situações de conflito, mas revela nunca ter convivido, nem no tempo da ditadura, com uma realidade em que as opiniões exacerbadas chegaram ao ponto extremo registrado na internet. Para ele, portanto, cresce a necessidade das pessoas se tornarem militantes contra a intolerância e denunciarem abusos contra quem quer que seja.

Moisés destaca a importância do jornalista criticar o trabalho do próprio colega. Questões corporativas, na visão dele, não podem suprimir posicionamentos reacionários. “Eu sou engajado no sentido de abordar essa questão com visões muito claras. Homofobia, racismo, não são aceitáveis”, observa. Desse modo, critica a imprensa, pois considera que o Jornalismo não está acompanhado o tema da forma que deveria. Enaltece, entretanto, as iniciativas das marcas e das novelas ao tratarem com naturalidade casos de preconceito, educando o público. “Não é mais uma questão de aceitação. As pessoas estão sendo surradas, morrendo por causa disso”, finaliza.

 


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