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ARI debate jornalismo ambiental Imprimir
Escrito por Moisés Machado   
Terça, 11 de Agosto de 2015 - 11:19

A Associação Riograndense de Imprensa (ARI), Associação Brasileira de Engenharia Sanitária e Ambiental (ABES) e Braskem, promoveram sábado, (08/08), em sua sede, um debate sobre ‘A Temática Ambiental no Jornalismo’, com o objetivo de integrar a academia e o mercado. O evento, associado ao 2º Prêmio José Lutzenberger de Jornalismo Ambienta, reuniu nomes do jornalismo ambiental, entre eles, a professora Lisete Ghiggi, do Centro Universitário Metodista IPA.

Na abertura, o presidente da ARI, João Batista de Melo Filho, fez as honras da casa, saudou os presentes e destacou que “o jornalismo ambiental é um dos maiores desafios do nosso tempo”. Após, chamou os debatedores para integrar a mesa, composta pelos professores Beatriz Dornelles, da PUCRS, Bruna Teixeira da Silveira, da Faculdade da Serra Gaúcha (FSG), Lisete Ghiggi, do Centro Universitário Metodista IPA, Roberto Villar, da UniRitter e Edelberto Behs, da Unisinos. A mediação ficou por conta do jornalista Mário Villas-Bôas da Rocha, diretor do Departamento de Políticas Ambientais da ARI e professor adjunto da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS).

Os professores que compuseram a mesa-redonda discorreram sobre a sua atuação na área, além de apontar os entraves e as conquistas no jornalismo ambiental. A professora Lisete, ressaltou que o Centro Universitário Metodista IPA é pioneiro no Rio Grande do Sul a inserir a disciplina de Jornalismo Ambiental como obrigatória na sua grade curricular. Também falou sobre o processo de conscientização dos futuros jornalistas e destacou a produção da primeira revista ambiental online, a Ecodigital, a qual, além de mobilizar os alunos, conquistou premiação de destaque pelo seu conteúdo e pioneirismo na era digital.

Entre as explanações, um dos pontos altos e em comum entre os presentes foi em relação à forma com que os veículos lidam com o jornalismo ambiental, ao abrir espaços para a cobertura apenas quando há grandes tragédias provocadas pela natureza, em especial as que resultam em mortes. “Esse é nossa maior crítica, destacou a professora de pós-graduação da PUCRS, Beatriz Dornelles. “Só quando há mortes em catástrofes naturais, o jornalismo ambiental vem à tona”. E argumentou: mas o jornalismo ambiental é mais que isso, pois deve ser preventivo, antevendo tudo isso”. A professora Bruna da Silveira complementou o depoimento da colega, ao enfatizar que é necessário formar jovens que pensem e ampliem seus conhecimentos na área ambiental.

O professor Roberto Villar, da Uniritter, citou o jornalismo investigativo como uma forma de trabalhar o tema. Ele destacou os dois tipos de cobertura para o jornalismo ambiental: um que acha tudo “bonitinho”, onde tudo está bem, e o que realiza a cobertura superficial. No diálogo com a colega Beatriz, lembrou: “Não há como negar, pois a tragédia vende. E não sejamos cínicos: jornalista adora uma catástrofe, e nada como uma boa morte para o jornalismo”.

Após o debate entre os componentes da mesa, foi aberto um espaço para perguntas e explanações. O professor Paulo Brack, biólogo, mestre em Botânica e doutor em Ecologia e Recursos Naturais, ressaltou a grave situação ambiental em que o planeta se encontra, chegando a usar o termo “pré-colapso”. Também chamou a atenção para a proposta de extinção da Fundação Zoobotânica do RS, fato que foi destacado por Ivo Krauspenhar, diretor do Meio Ambiente do Lions e ex-diretor do Jardim Botânico.

Uma moradora da Zona Sul ocupou o espaço aberto ao debate para denunciar e solicitar apoio, no sentido de que se impeça a remoção ou corte de 1,5 mil árvores, no avanço do projeto de duplicação da Avenida Tronco. Tais árvores, segundo a moradora, estão em boa parte localizadas no terreno do Jockey Club, no encontro das avenidas Icaraí e Chuí, no bairro Cristal. A área arborizada dará lugar a uma estação BRT e a um centro popular de compras.

Premiação

O 2º Prêmio José Lutzenberger de Jornalismo Ambiental é uma promoção conjunta da Associação Brasileira de Engenharia Sanitária e Ambiental (ABES/RS), Associação Riograndense de Imprensa (ARI) e Braskem e homenageia um visionário da sustentabilidade.

O prazo de publicação das matérias para concorrer ao prêmio é até o dia 30 de agosto, e o período de inscrição ocorre até 31 de agosto. Com prêmios de até R$ 5 mil, o concurso está dividido em seis categorias – Jornalismo Impresso, Fotojornalismo, Radiojornalismo, Telejornalismo, Webjornalismo e Prêmio Braskem de Jornalismo Universitário. Os vencedores serão conhecidos no mês de outubro, em cerimônia de premiação. As inscrições devem ser efetuadas pelo site http://premiojornalismoambiental.com.br

 

 


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