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Ricardo Boechat dá dicas a novos profissionais no primeiro Fórum CIEE Band de Ideias Imprimir
Escrito por Moisés Machado   
Quinta, 13 de Agosto de 2015 - 16:25

Convidados da Rede Bandeirantes de Rádio e Televisão (Band), do Centro de Integração Empresa Escola e os vencedores do concurso cultural promovido pelo grupo de comunicação no Rio Grande do Sul lotaram o Teatro CIEE para participar do Fórum CIEE Band de Ideias. ‘O perfil dos novos profissionais x Expectativa do mercado’ foi o tema analisado pelo jornalista, apresentador da Band News FM e da TV Bandeirantes Ricardo Boechat, que tem quatro décadas e meia de mercado, e por Christian Tudesco, professor universitário e consultor nas áreas de Marketing e Estratégia.

Mediados pelo jornalista gaúcho Sérgio Stock , Boechat e Tudesco responderam, por cerca de duas horas, a perguntas da plateia. Além do assunto principal: jovens e o panorama do mercado de trabalho, a crise atual do país e o jornalismo e os novos profissionais da comunicação também foram temas recorrentes. Em sua primeira intervenção, Ricardo Boechat deu um recado aos novos profissionais: “independente da geração, o que eu sinto quando lido com jovens é uma falta de valores perenes. É preciso saber pensar, ter a curiosidade de aprender e saber o que está acontecendo no teu mundo, no teu tempo, a tua volta”, disse o experiente jornalista, ilustrando com uma situação em que foi protagonista. Teve de dispensar uma candidata à vaga de estágio que não soube citar 5 assuntos que considerasse manchetes, no Brasil e/ou no mundo. Para o jornalista, é fundamental a leitura, a reflexão, a informação, pois “é impossível ter a pretensão de conquistar uma vaga em um mercado tão apertado, pensando em chegar apenas com o que a formação formal oferece”.

O professor Tudesco concordou com as colocações feitas por Ricardo Boechat, destacando, ainda, que o jovem só irá se distinguir dos demais se tiver um diferencial. Ele foi bastante enfático quando falou sobre a questão da leitura e a atual geração. “O que eu noto é que o nosso jovem de hoje está lendo muito pouco. Se contenta com um tweet de 140 caracteres”, disse ele. Boechat lembrou, também, que os jovens são muito conectados e pouco informados, o que, para o jornalista da Band, é um problema, já que “quem não lê, não pensa; quem não pensa, não se coloca, não critica”, afirmou.

Ainda dentro do tema jornalismo, questionado se o que a grande imprensa mostra não seria uma realidade ainda pior do país, Ricardo Boechat destacou que a imprensa noticia dentro da realidade o que ela apresenta de incomum. Para Boechat, “a notícia é a contramão do óbvio. Os jornais têm esse conteúdo porque essa é a demanda, não porque o jornalista é perverso. É porque as pessoas querem saber se tem um assassinato na esquina da sua casa e porque o surfista atacado pelo tubarão é mais notícia do que ele boiando em cima da prancha, esperando a próxima onda”.

Ao analisar o futuro do telejornalismo, Boechat mostra-se confiante, pois acredita que será melhor, principalmente porque aposta que o telejornalismo deverá tornar-se mais crítico, opinativo e polêmico. “Os telejornais estão percebendo que esse modelo antigo não atende mais as expectativas das pessoas. O futuro vai fazer com que os apresentadores assumam o risco de ser âncoras. Uma coisa é ser âncora, outra é ser apresentador. Hoje, nós temos o apresentador, aquele que lê, mas o âncora ainda é um elemento raro na televisão brasileira”, destacou o jornalista.

Ricardo Boechat encerrou sua fala da forma como começou, destacando mais uma vez que os jovens, independente de geração, devem se fixar nos valores que passam de geração em geração. ”Se você tiver valores embutidos, noções, referências que te balizem, você estará sempre mais apto a conseguir a oportunidade do que aqueles que não tiverem esses mesmos predicados”.

 


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