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Trabalhar por conta própria está em alta no Brasil Imprimir
Escrito por Anselmo Cunha dos Santos   
Segunda, 14 de Março de 2011 - 15:10

empreendedorBoa parte dos jovens quer estudar para entrar em uma grande empresa e almeja fazer sucesso na vida com um emprego fixo e estável. Porém, outros preferem seguir o seu instinto e arriscar ao estruturar o seu próprio negócio, estimulando uma iniciativa que cresce no Brasil: o jovem empreendedor.

Quem já não pensou em abrir o próprio negócio, comandar e alcançar a sua independência financeira. Pode parecer uma ótima ideia, mas não é nada fácil, uma vez que os riscos e as chances de nem tudo dar certo são grandes.

Mesmo assim, o número de jovens empreendedores só cresce nos últimos anos. Segundo a Global Entrepreneurship Monitor (GEM), um consórcio internacional de pesquisa acadêmica, que inclui dados estatísticos de 43 países, o Brasil está em terceiro lugar no número de jovens empreendedores, perdendo apenas para Irã e Jamaica. A pesquisa revelou que 15% dos brasileiros entre 18 e 24 anos mantêm seus próprios negócios, e isso, de acordo com as últimas pesquisas, é um movimento crescente.

Quem está entre esses jovens de coragem são os criadores da produtora DNA, Mikhail Bock e Guilherme Rockstroh, que resolveram tornar realidade o sonho de produzir festas. "Eu e o Mikhail já tínhamos a ideia de produzir festas, mas isso começou a tomar forma quando encontrei um amigo chamado Elieser Knabben. Foi com ele que tudo começou, pois ele conhecia um pessoal para formarmos uma equipe", comenta Guilherme Rockstroh, que detalha o passo seguinte, e o mais importante, o planejamento: "a primeira coisa foi procurar um local para viabilizar o projeto. Aí a gente encontrou o Cord, que nos abriu as portas".

"A primeira medida a ser tomada para se abrir um negócio próprio é elaborar um 'plano de negócios', pois o planejamento é fundamental para a estruturação e viabilidade", explica a professora de Empreendedorismo, do curso de jornalismo do IPA, Inez Eggers, que também destaca a importância de um estudo para ampliar o conhecimento sobre o cliente: "é essencial conhecer o seu perfil de consumo, seus hábitos, quanto e como está disposto a pagar".

Pelos relatos, o pessoal da DNA fez um bom 'plano de negócios' para atrair seu público, já na primeira festa, ocorrida no ano passado. E o grande lance foi convidar uma das 10 melhores Djs do Estado, Letícia Sartoretto. "Ela topou participar, e o projeto vingou", conta Guilherme, ao dar detalhes sobre a festa que "se pagou sem lucros", mesmo reunindo cerca de 540 pessoas. Mas, "o intuito é, no futuro, lucrar, mas no inicio a gente tem que fazer nosso nome", conta Guilherme.

É normal que as empresas levem algum tempo até começarem a gerar lucro. Inicialmente é preciso se estabelecer no mercado, o que aumenta ainda mais a necessidade de um bom plano de negócios. "Em média as empresas levam 12 meses para começar a ter lucros constantes. Portanto é importante se observar o desempenho da empresa pelos indicadores que apontem a relação entre as vendas e estoque, despesas e faturamento", ensina Eggers.

Atualmente a produtora, que já tem sete meses de estrada, está solidificada e pronta para enfrentar a concorrência e o mercado. E a prova disso são as 11 festas realizadas em várias casas noturnas como Cord, Café Cord e Rose Place, entre outros. O empreendedorismo e a vontade dos guris da DNA deram tão certo que já podem aconselhar. Segundo Guilherme, o empreendedor precisa ter garra e persistência. "Para quem quer realizar um sonho e acha que não vai dar certo, tenta. Se não tentar não vai conseguir".

 


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