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Capa Memória Literário A menina que roubava livros
A menina que roubava livros Imprimir
Escrito por Maria Carolina Aragon   
Segunda, 25 de Fevereiro de 2008 - 15:49

20080225_ameninaqueMarkus Zusak é um guri australiano de 32 anos que escreve pra caramba. 'A menina que roubava livros' me pegou desde a capa, até a última página, das 499, que devorei em 24 horas. Sim, se houve uma menina que roubava livros, eu os devoro numa ânsia quase compulsiva.

Quem conta a história da pequena Liesel, a roubadora de livros, é a Morte em pessoa. E em se tratando dela, é melhor parar para ouvir... foi o que eu fiz.

 

"É só uma pequena história, na verdade, sobre, entre outras coisas, uma menina, algumas palavras, um acordeonista, uns alemães fanáticos, um lutador judeu e uma porção de roubos... mas quando a morte conta uma história você deve parar para ouvir".

Zusak consegue criar imagens fascinantes com as palavras, o amor pelos livros e o mundo visto pelos olhos de uma menina, em plena Segunda Guerra, na Alemanha de Hitler.

Fui capturada também pelas sutis 'coincidências': comprei um livro narrado pela Morte, no dia de finados, e encontrei tanta vida ali dentro, que não consegui descansar os olhos até chegar no derradeiro ponto final. Amor, solidão, medo, livros, palavras, amizade, música, cumplicidade, morte... a fórmula perfeita para uma leitura prazerosa que já deixou saudade.

Sou assim mesmo: entro pra dentro da história, convivo com as personagens, me apego... tanto que quando o livro se fecha, na página final, a despedida dói.

Acho que é por isso que tenho um caso com as palavras. Tem coisa mais maravilhosa do que descobrir o sentido que têm as palavras quando se misturam dentro da gente?

 


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