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Capa Memória Literário A fuga dos problemas
A fuga dos problemas Imprimir
Escrito por Danielle Oliveira   
Sexta, 04 de Maio de 2007 - 17:39

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Eu já fui daquelas que evitava enfrentar os problemas que surgiam, em vez disso eu fazia o que achava mais fácil, desejava fugir e fugia deles. Um dia percebi que fugir dos problemas além de não resolvê-los e de fazer mal a ambos causavam muito mais problemas envolvidos, às vezes, mágoas.

Coisas não resolvidas só causam mais sofrimento e como fugimos, eles nos perseguem até resolvermos. Se não enfrentarmos, no começo e de cabeça erguida, eles vão aumentando a cada segundo. Então, já que um dia teremos de enfrentá-los que seja logo. A sorte que me dei conta, quando deixei de ser criança, que fugir dos problemas não era a melhor solução. Imagine, nenhuma empresa admitiria adultos em seus empregos fugindo quando surgisse a primeira dificuldade, até devem existir adultos que ainda acham que fugir dela é mais fácil, mas, com certeza, este não é nem será uma pessoa bem sucedida. Entendo que fazemos, normalmente, isso por medo.

 

Mas pior que enfrentar os nossos medos para superar as dificuldades e problemas, é carregar o peso dos problemas não resolvidos. Dos problemas não enfrentados nas costas, que pesam tanto no dia-a-dia, é carregar o peso dentro do nosso peito por sabermos que não somos fortes o suficiente para resolvermos logo e carregamos a mágoa do problema. Supere, além de superar o medo, resolva os seus problemas, saiba que você cresce e amadurece a cada problema enfrentado. Os problemas são as pedras no nosso caminho, temos que tirar para seguir adiante. Se não tirarmos, enfrentamos o caminho mais dolorido e difícil, iremos nos machucar com mais dificuldade. Pois as pedras estão ali ainda, poderemos tropeçar, todos tropeçam, mas na maioria das vezes os mais fortes, hoje em dia, são os que tropeçaram inúmeras vezes em seu caminho percorrido. Caíram, sentiram a dor do tombo e quando se levantaram estavam prontos para muitos tombos e tropeços ainda, estavam mais fortes do que nunca.

Subimos um degrau na escada da vida depois de cairmos e nos levantarmos, há gente que prefere não levantar por estar cansado do longo caminho que percorreu e sabe que, ainda, terá que percorrer. Esses que preferem não levantar são os fracos que não querem se tornar mais forte, que acham mais fácil desistir da caminhada antes do fim, preferem deixar de lado as coisas boas que poderiam estar por vir, para ficar no chão esperando que alguém passe por cima deles. Esses são os que ficam doentes, se abatem e preferem em vez de tentarem ser mais forte, enfrentando com garra essa dificuldade que pode ser momentânea, se entregar à doença. Que começam a desejar a morte por achar que não têm mais nada a se ver na vida, por achar que é melhor em vez de sofrerem morrerem antes da hora, por achar que a doença é o fim do mundo.

É uma barra sim, é talvez a pior coisa que se tem na vida para enfrentar, mas todo mundo um dia na vida está sujeito a passar por isso. O que muda em cada pessoa é o jeito de encarar este fato, uns encaram tristes, depressivos, pessimistas, outros com otimismo, esperança e até bom humor e alegria, ainda. Esses últimos são pessoas admiráveis por conseguir essa façanha que não é fácil e são os mais prováveis de se curar e tudo dar certo, porque a mente da gente está ligada a tudo. Retire as pedras de seu caminho, seja positivo e assim seja feliz!

 


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