banner multi
Capa Memória Literário Um conto infantil
Um conto infantil Imprimir
Escrito por Caroline Garcia   
Terça, 17 de Março de 2009 - 00:00

contoEra uma vez um vilarejo chamado Bagunçolândia, onde o rei não conseguia organizar nada. Lá do seu palácio, em cima de uma planície, num país muito distante onde ficava este vilarejo, ele via as coisas acontecerem e não podia nem entrar em contato com o povo de lá, pois os habitantes de Bagunçolândia falavam ao mesmo tempo ou tentavam ganhar a atenção do rei a base de gritos e ainda por cima pisoteavam uns aos outros na tentativa de alcançar o séquito real, quando ele passava por lá.

Por causa disto, as ruas de Bagunçolândia eram esburacadas, as pracinhas para as crianças brincarem eram quebradas, e o esgoto corria a céu aberto. Então um dia, o rei teve uma idéia. Mandaria um enviado para lá, com um decreto: "Senhoras e senhores do vilarejo de Bagunçolândia! Eu, o Rei, determino que, a partir de hoje, em um período de quatro em quatro anos, vocês me digam quem deve representá-los na sala do trono!" O processo era simples: cada morador de Bagunçolândia deveria colocar em um saquinho, que os arautos do rei iriam levar até as ruas, um papelzinho com o nome da pessoa em que mais confiassem (e se não confiassem, não valia.). A pessoa que tivesse o nome citado mais vezes, seria o representante. Em Bagunçolândia deveriam ser escolhidos 14 nomes. E por incrível que pareça, na maioria dos casos funcionou. As pessoas escreveram seus papeizinhos e levaram aos saquinhos. Depois que haviam contado, uma casa foi construída perto do palácio, para que quando precisassem entrar em contato com o rei, os moradores de Bagunçolândia fossem primeiro até as pessoas que eles mesmos escolheram (Havia até mesmo uma velhinha que estava escandalizada por haver uma mulher entre eles.- Coitada... era da época em que mulheres não podiam opinar em nada...).

No começo, os moradores ficaram meio confusos, depois se acostumaram, iam em dias determinados conversar com seus representantes. Davam sugestões, e logo eles faziam uma reunião, onde decidiam o que deveria ser levado até o rei, ou não. Assim a comunicação ficou mais fácil, e em pouco tempo, Bagunçolândia se tornou o vilarejo mais bonito do país muito distante.

Às vezes dava um problema ou outro, pois pessoas que não entendiam direito o papel de seus representantes achavam que eles deveriam, na verdade, prestar favores, como, por exemplo, dar dinheiro para quem não tinha, com a finalidade de pagar os trajetos de charrete; ao contrario de sugerir que se implantasse uma charrete circular gratuita, a qual sairia das ruas do vilarejo até sua avenida central. Assim, estariam fazendo o bem de todos, e não só de alguns. Mas esta já é outra história... e das longas.
 
Expediente

Mapa do Site :: Portal Universo IPA - 1º lugar na Intercom Nacional de 2008 :: Expediente
Creative Commons © 2005-2013 :: AJor - Agência Experimental de Jornalismo IPA